Marcos 9:30-41 E, tendo partido dali, caminharam pela Galiléia, e não queria que alguém o soubesse; Porque ensinava os seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e, morto ele, ressuscitará ao terceiro dia. Mas eles não entendiam esta palavra, e receavam interrogá-lo. E chegou a Cafarnaum e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estáveis vós discutindo pelo caminho? Mas eles calaram-se; porque pelo caminho tinham disputado entre si qual era o maior. E ele, assentando-se, chamou os doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos. E, lançando mão de um menino, pô-lo no meio deles e, tomando-o nos seus braços, disse-lhes: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós. Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão.
1. Introdução:
Jesus e seus homens estão a caminho de Cafarnaum nestes versos. Como de costume, Jesus usa o seu tempo a sós para ensinar-lhes mais sobre Ele mesmo e sobre qual era verdadeiramente o Seu ministério.
Nos versículos 30-31 Jesus diz novamente aos Seus discípulos que Ele será morto, mas que Ele irá ressuscitar dentre os mortos. Estes ouvem o que Ele diz, mas não conseguem compreender isso, e eles têm medo de perguntar o que Ele queria falar com isto, v. 32.
Os discípulos não são capazes de compreender a verdade de que o Messias deveria dar a Sua vida pela salvação do Seu povo. Eles não conseguem compreender a verdade de que Jesus veio a este mundo “não para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos.” Eles não vão conseguir entender o objetivo principal de Jesus, e do Seu ministério entre eles, até depois que Ele morra na cruz e ressuscite dentre os mortos. Depois disto é que eles vão entender, através da atuação do Espírito Santo neles, e então vão pregar a Sua morte e ressurreição que demonstra todo Seu poder, para a salvação de muitas almas.
Obviamente, o nosso mundo também tem um problema com a imagem de um Salvador que sofre, de um Deus crucificado e sangrando. A idéia de que Deus teria que morrer pelos pecados de modo que os pecadores pudessem ser salvos é algo muito distante da compreensão humana do que é uma religião. De acordo com a maioria das religiões, o homem é capaz de trabalhar o seu caminho para chegar, por merecimento, até Deus. No entanto o Verdadeiro Deus diz que o homem não pode aproximar-se dEle pelas obras (Ef. 2:8-9). A única maneira com a qual uma pessoa pode chegar a Deus é através de um relacionamento de fé com o Senhor Jesus Cristo (João 14:6).
O mundo de hoje em dia ouve a mensagem da cruz e diz que é loucura, isto não é novidade, já nos tempos Bíblicos víamos exatamente isto ocorrendo como o relato de 1 Coríntios. 1:18. Dizer que Jesus deveria morrer para que os pecadores pudessem ser salvos é algo difícil do ser humano compreender. Lembre-se que até mesmo os discípulos estavam neste mesmo barco de incredulidade.
Eles imaginavam Jesus instituindo o Seu reino aqui na Terra. Imaginavam vê-Lo reinar em poder e glória dentre os homens. Viam-nO derrotando os inimigos de Israel e restaurando a antiga glória de Israel. Eles não podiam é vê-lO morrendo pelos pecadores.
O que eles não podiam compreender era exatamente o que Jesus veio fazer neste mundo. Ele veio para morrer e ressuscitar “para que todo aquele que NEle crer tenha a vida eterna”. Essa é a verdade que Jesus tentou ensinar a seus discípulos e é isso que Ele quer que você aprenda.
A salvação vem somente através de um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus Cristo ( Atos 16:31; Romanos 10:13, 1ºCoríntios 1:18). Jesus é o seu Salvador pessoal?
Depois desta pequena explanação sobre a missão de Jesus na Terra e sobre como que se consegue a única salvação, vamos então entrar no assunto deste artigo que é quem é o maior no reino de Deus. Estes eventos estão na Bíblia para ensinar aos Cristãos que a verdadeira grandeza vem de um humilde serviço aos outros e não de títulos, cargos e postos eclesiásticos que o homem possa alcançar. Vamos refletir sobre essa conversa entre Jesus e os seus homens? O que acha de repensar sobre: Quem é o maior? Muitos são os que acham que são os maiores, assim como os discípulos também se achavam. Porém, através deste texto de Marcos 9 podemos descobrir que o caminho para a verdadeira grandeza está disponível para todos os cristãos, basta querer fazer conforme Jesus ensinou.
Este artigo irá falar sobre um debate, uma manifestação e uma declaração baseado nestes versos. Deixe o verdadeiro Mantenedor da Fé – O Espírito Santo – ministrar em seu coração sobre “Quem é o maior”.
2. UM DEBATE (Versículos 33 e 34)
Quando chegaram ao final de sua jornada, Jesus faz uma pergunta simples e ao mesmo tempo profunda a Seus homens. Ele queria saber o que eles estavam discutindo enquanto viajavam (v. 33). Sua pergunta é recebida com um silêncio. Sabe aquele nó na garganta que nos dá quando sabemos que estamos errados ao fazer algo e alguém pergunta exatamente sobre isto? Aparentemente era isto que eles sentiram. Eles estavam envergonhados pela discussão que estavam tendo, porque, na verdade, eles haviam discutido entre si sobre quem era o maior dentre eles. Eles haviam discutido sobre quem era o discípulo número um! Eles tinham consciência que querer cargos, postos e honrarias deveria ser contrário ao que Jesus desejava. Certamente eles podiam ver que Jesus não se agrada com esta hierarquização humana.
Mas o que havia feito com que eles começassem a pensar sobre isto? Eu creio que tinha algo a ver com o fato de que Jesus tinha escolhido três deles, Pedro, Tiago e João, para ir com Ele em um momento especial até o Monte Hermon (v. 2). Creio que tinha algo a ver com o fato de que, quando estes três desceram daquela montanha, eles foram orientados, por Jesus, a não falar sobre o que tinham visto ou ouvido lá (v. 9).
Assim, esses três homens descem da montanha, animados sobre o que viram lá, sem poder contar aos outros. Eles três deveriam estar dizendo dentre si coisas como “Cara, eu nunca vi nada assim! E você?” ou “Essa foi a experiência espiritual mais incrível da minha vida!” Então, eles descem da montanha após ter visto a gloriosa presença de Deus, tendo visto Elias e Moisés (que os Judeus reverenciavam como os dois que tinham a maior honraria dentre todos os seres humanos), e ainda por cima tendo ouvido a voz de Deus falando com eles, mas, desceram o monte sem entender nada do que Jesus ensinava sobre como o homem deve ser.
Eles voltam desta experiência e se sentem exaltados. Posso vê-los sorrindo dentre si; conversando entre si e sentindo-se um pouco superior aos demais. Quantos cristãos hoje em dia fazem exatamente isto? Por terem recebido uma bênção um pouco diferente dos demais, começam a se achar superiores aos demais, começam a quererem ser reverenciados pelos outros por terem tido aquela experiência. Homens e mulheres que Deus abençoou com alguma experiência sobrenatural e a partir daquele momento, querem que os outros tenham a eles como maiores e mais importantes. Pessoas que são usadas por Deus para pregar, para aconselhar, para curar, para ter revelações e visões, para desenvolver alguns dos dons do Espírito Santo, e ao invés de se humilharem na presença do Senhor, ao invés de reconhecerem pessoalmente que não são eles, mas sim Deus através deles, começam a criar cargos, postos, hierarquias e se sentem superiores.
Enquanto três dos discípulos do Senhor estavam aproveitando daquela poderosa experiência na montanha, os outros discípulos estavam lutando uma batalha no vale. Eles haviam entrado em uma discussão com os escribas e tinham sido ridicularizados pela multidão. Estes nove discípulos haviam falhado miseravelmente em uma batalha espiritual. Eles não tinham nenhum motivo para compartilhar a excitação (ou o silêncio) de Pedro, Tiago e João.
Enquanto andam pela estrada, eles começam a conversar. Os nove pedindo aos três que falassem sobre o que aconteceu no topo da montanha. Os três respondendo que não podiam dizer o que aconteceu lá em cima.
É fácil imaginar que isso acabaria causando nos nove discípulos um sentimento de inferioridade e que “seriam discípulos de segunda categoria”. Os outros três por sua vez, certamente tiveram dentre si o sentimento de que eram superiores aos demais. Certamente podemos imaginar como que a conversa foi.
Pedro, Tiago e João afirmando que obviamente um deles é o maior daquele grupo, já que eles é que foram escolhidos para ir com Jesus e os outros não.
Talvez Pedro tenha dito: “Bem, é óbvio que eu sou o líder. Afinal de contas, eu fui o primeiro a proclamar a Jesus como o Messias”. (aliás, algumas “igrejas cristãs” afirmam ter a sucessão do “trono de Pedro” achando que este era o maior dentre os discípulos).
Por sua vez, mesmo sem ter subido ao monte, André poderia dizer: “Espere um minutinho Brother! Fui eu que apresentei Jesus a você. Se não fosse por mim, você ainda estaria lá no mar fedendo a peixe e tostando debaixo do sol e com o sal do mar.”
Talvez João e Tiago falassem: “Espere aí! Nós é que fomos os primeiros a segui-Lo. Temos estado com Ele há mais tempo do que todo o resto de vocês.”
Judas certamente não deixaria por menos e diria: “Vocês são uns otários! Ele confia é em mim para cuidar do dinheiro, certamente sou o maioral aqui.”
E por ai iria. Cada um daqueles homens pensando que ele era mais qualificado do que os outros. Cada um daqueles homens pensando que é mais digno de honra que os outros. Cada um daqueles homens pensando que ele mesmo deveria ser o maioral do grupo.
Portanto, ao serem questionados por Jesus, não é de se estranhar que esses homens demonstraram sentir vergonha de seus argumentos. Quando eles estavam conversando entre si, a questão parecia importante. Mas, quando eles foram confrontados com Jesus, de repente, se viram como bobos, imaturos, arrogantes e egocêntricos. Jesus estava falando sobre os assuntos da eternidade e eles estavam se concentrando apenas em seus próprios interesses de poderes terrenos, sobre quem seria o “novo patriarca”.
Olhe para o contexto! Jesus acabara de revelar a Sua glória. Jesus acabara de comprovar o Seu poder sobre os demônios. Jesus acabara de lembrar-lhes que Ele vai morrer e ressuscitar dentre os mortos. E, tudo o que aqueles homens podiam fazer era lutar sobre quem deveria ser o primeiro, o maioral? Não é à toa que deveriam ficar envergonhados.
Uma coisinha só: “ainda hoje é constrangedor quando isso acontece!” Mas você pode perguntar: “Será que ainda acontece isto?” Por todo o lado temos visto os “galgadores do Trono de Deus” agindo. Onde quer que você vá hoje em dia encontra pessoas que querem ser reconhecidos como o maior e o melhor. Quase toda igreja no Brasil e no Mundo tem pessoas que querem ser reconhecidas como a maior e melhor. Bispos, Arcebispos, Papas, Apóstolos, Patriarcas… para todo lado vemos isto acontecendo no Cristianismo.
Um claro exemplo pode ser visto na carta de 3ºJoão. João é o homem que conviveu com Jesus, foi chamado de Apóstolo do Coração de Jesus, havia vivenciado os fatos do Dia de Pentecostes, tinha sido condenado por causa do Nome de Jesus… Mas havia outro homem, um tal de Diótrefes, ao qual João diz que “procura ter entre eles o primado”(v. 9). Quem é este homem que queria ser o número um? Ele era alguém que queria ter o controle da igreja em suas mãos. Ele queria ter a igreja sob seu “domínio espiritual”. Ele queria ser o chefe da igreja. Ele queria que todos os membros da igreja se curvassem à sua vontade. Diótrefes é o tipo de pessoa que você não deve se esforçar para ser igual! No entanto, quantos Diótrefes nós vemos hoje em dia na Igreja de Cristo?
Eu gostaria de deixar claro que, através deste texto bíblico, podemos ter a certeza absoluta que existe uma única verdade: “Não existem grandes ‘1ºs’ e muito menos os ‘crentes de segundo escalão’ no reino de Deus”. Tudo o que temos na igreja são “as pessoas que foram salvas pela graça de Deus”. Não há mestres ou “pessoas mais ungidas” no reino de Deus que devam ser servidas e seguidas. Não! Na Igreja do Senhor Jesus Cristo só existe as pessoas que precisa aprender a servir os outros. Nós não somos uma igreja cheia de Mestres, somos uma igreja repleta de parceiros. Nós todos somos servos do Deus Vivo e dos outros.
Quando acabar esta vida é logo estarmos diante do Trono do Senhor (onde só Deus se senta!), todas as nossas mesquinharias serão bobagens dos que se esforçaram para ser o maioral. Estes irão ser vistos tão infantil como eles realmente são. Você prefere ficar diante dEle em constrangimento porque você quis ser o maioral? Ou você prefere ficar diante dEle e ouvir o que Ele diz a quem soube se humilhar:
Mateus 25:21 Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
A escolha é sua.
3. UMA MANIFESTAÇÃO (versículos 35 a 37)
A fim de corrigir o insensato e imaturo pensamento dos Seus discípulos, Jesus sentou para ensinar-lhes Sua verdade (v.35). Quando um rabino sentava-se, naqueles dias, ele assumiu um lugar de autoridade sobre seus alunos. Quando Jesus sentou-se, seus homens sabiam que precisavam ouvir o que Ele iria falar!
Quando Jesus começa a ensinar, Ele fala de um grande paradoxo. Ele diz a eles que o caminho para a grandeza é através do ser servo dos outros. É como dizer que a porta para chegar ao primeiro lugar, o mais honroso, o maioral está na verdade localizada no bairro dos servos, lá na periferia, na humildade da casinha mais simples. Como curiosidade, vemos que a palavra “servo” que se encontra no versículo 35, é a mesma palavra traduzida como “diácono” (cargo eclesiástico) em outras partes do Novo Testamento. O termo refere-se aos “que servem a mesa“. O significado literal da palavra é “quem limpa a poeira“. Certamente esta é uma posição bem diferente do que muitos querem ter dentro de nossas Igrejas.
Jesus está ensinando a seus homens que a verdadeira grandeza é obtida através do serviço humilde feito para os outros. Essa é uma lição que se perdeu em nossos dias. Algumas pessoas acham que eles merecem respeito e tratamento preferencial só porque ocupam uma determinada posição eclesiástica. Se você assistir a alguns cultos de certos pregadores você vai encontrar esta atitude o tempo todo. Há alguns homens que andam por aí como pavões esperando que os outros caiam prostrados diante deles e que digam-lhes como eles são grandes.
O exemplo do Pr. Caio Fábio é muito importante nesta hora… Ele foi considerado durante muitos anos um ícone dentre os evangélicos brasileiros. Conheço-o pessoalmente, sempre gostei e gosto das mensagens dadas por Deus a este homem, no entanto ele era bajulado por todos, era admirado por muitos, galgou uma unanimidade sem igual no Brasil Cristão. Porém, ao cair (e Deus sempre faz com que estes caiam) ele se viu como realmente era. As pregações dele continuam tão poderosas como sempre foram, sua vida continua a ser usada por Deus tão poderosamente como sempre foi, mas agora, o homem Caio passou a ser mais humilde e deixou que os holofotes se apagassem sobre ele. Ele só não chegou ao ponto de ser chamado de apóstolo, papa, patriarca… Mas isto é porque, ao menos, ele tinha uma boa formação eclesiástica.
Jesus aponta nesta manifestação que: se você realmente quer que os outros te respeitem, você deve servi-los. Coloque-os diante de si mesmo e satisfaça as suas necessidades esquecendo as suas próprias necessidades. Dê-lhes o primeiro lugar, sem querer nada em troca. Quando nós nos humilhamos, o Senhor vai nos exaltar em Seu devido tempo, Mateus 23:12 e 1ºPedro 5:5.
Para colocar um ponto ainda mais claro no que Ele está ensinando, Jesus toma uma criança e coloca-a diante dos discípulos (v. 36). Ele diz a eles que se eles “receberem” a uma criança em Seu nome estão, na verdade, “recebendo” tanto ao Filho quanto ao Pai que O enviou.
Jesus está nos dizendo que quando servimos ao menor dentre nós, estamos, na realidade, servindo-O. Ao servi-lO, estamos servindo ao Pai também.
Jesus poderia simplesmente ter dito isso a eles. Por que Ele fez uso de uma criança? Acho que há várias razões. Primeiro, as crianças na sociedade judaica estavam no final da escala social (abaixo das mulheres, dos escravos e dos estrangeiros). Elas eram vistas como meras propriedades e eram ignoradas pela maioria dos adultos. Em segundo lugar, Jesus usou uma criança para ensinar a Seus discípulos sobre o serviço, porque as crianças realmente não podem fazer nada pelos adultos. Uma criança não pode melhorar a posição financeira de uma pessoa na sociedade. Uma criança não pode adicionar absolutamente nada ao sucesso dos outros. Uma criança não pode torná-lo mais importante aos olhos do mundo. Entretanto, uma criança pode ensinar muito sobre como deve ser o ministério dos cristãos!
Pense nisso, todos os que já são pais sabem o que acontece quando você tem um bebê novinho. A criança precisa de ajuda em tudo! Todos os dias elas precisam ser servidas, todas as suas necessidades devem ser atendidas por um adulto disposto a isso. Se elas são ignoradas, elas fazem que você lembre-se delas de modo alto e irritante. (BUÁÁÁ!!!) Quando os pais têm filhos, eles aprendem o que significa o verbo dar. Quando a criança nasce você dá e você dá e você dá. Quando a criança cresce, você dá e você dá e você dá. Muitas vezes, até chegarem à idade adulta, você ainda dá e você ainda dá e você ainda dá.
Jesus usou uma criança porque as crianças precisam ser servidas, mas elas não podem servir-nos de volta. Essa é uma lição que todos nós precisamos levar a sério. Muitas vezes, acabamos por só servir aqueles que podem fazer algo em troca para nós. O Senhor quer nos fazer chegar àqueles que são os mais necessitados. Ele deseja que façamos como Ele fez e dar tudo por aqueles que até podem quebrar nossos corações em troca.
Muitas vezes, em nossas igrejas ficamos buscando por pessoas que possam ser “como nós”. Olhamos para aqueles que achamos que vão ser uma bênção para a igreja. Queremos pessoas com dinheiro, com talento para alguma arte ou para a palavra e, principalmente, para aqueles com muito potencial. Procuramos pessoas que possam ajudar a tornar nossa Igreja um “sucesso”. Jesus, por outro lado, tinha o hábito de chegar às pessoas que não podiam fazer nada por Ele em troca, como a filha de Jairo, a viúva de Naim, o endemoninhado Gadereno, Bartimeu (o ladrão que estava morrendo), etc…
Foi isso o que Jesus fez na noite antes de morrer. Seus discípulos estavam tão ocupados discutindo sobre quem deveria ser o maior que nem um deles iria humilhar-se e lavar os pés dos outros (como era o costume daquela época). Mas, quando Jesus e Seus discípulos estavam no Cenáculo para aquela refeição, Jesus colocou uma toalha na cintura e lavou os pés dos Seus discípulos (João 13:1-17). Jesus tomou o lugar de servo e lavou os pés sujos daqueles homens que Ele sabia que iriam fugir antes mesmo do amanhecer. Ele lavou os pés de Pedro, que O negaria três vezes antes do amanhecer. Ele lavou até mesmo os pés de Judas Iscariotes, que O trairia entregando-O nas mãos de Seus inimigos naquela mesma noite.
Jesus serviu livremente aqueles que quebrariam seu coração, e Ele sabia disto. No dia seguinte, Jesus realizou o maior serviço de todos, quando Ele foi para o Calvário para morrer na cruz pelos pecadores que O odiavam e não queriam nada com Ele.
Jesus deu o exemplo para nós. Ele foi o servo da população mais carente de todas. Ele foi o servo de quem nunca poderia pagar a Ele. Ele foi o servo de quem Ele sabia que iria falhar, negá-lO, e desonrá-lO. Ele foi um servo para você e para todos os homens e mulheres que apenas aceitarem que Ele fez tudo que precisava ser feito por nós quando Ele morreu na cruz (Marcos 10:45).
Precisamos voltar nossos corações para aqueles que precisam de Jesus, independentemente de o que estes pode trazer para a nossa honra humana ou com o que podem contribuir para a nossa igreja. Precisamos cumprir o comando de Nosso Senhor de “quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos” (Lucas 14:13). Precisamos lavar os pés dos que nos rodeiam, independentemente da sua posição na sociedade, sua capacidade de nos ajudar, ou o seu poder e influência. Precisamos de um coração que esteja disposto a servir, pelo menos entre nós para a glória de Deus! Nada de dar honrarias a políticos agora nas vésperas de eleições esperando em troca benemesses públicas, nada de destacar pessoas ricas esperando em troca gordas contribuições. No Reino de Deus não existem V.I.P.s.
4. A DECLARAÇÃO (versículos 38 a 41)
Quando João ouviu as palavras de Jesus, ele traz a tona um incidente que ocorreu algum tempo antes (v. 38). Aparentemente, os discípulos tinham encontrado um cristão que estava expulsando demônios em nome de Jesus. Esse cristão foi bem sucedido porque o verso diz que “ele estava expulsando demônios em nome de Jesus”. Mas, porque ele não se submetia aos discípulos, estes o repreenderam e disseram-lhe para parar o que estava fazendo.
João estava dizendo: Olha Jesus, nós vimos um homem que estava por ai usando seu nome para expulsar demônios. Mas ele não era discípulo de nenhum de nós, nenhum de nós tinha a “autoridade espiritual sobre ele”. Fica tranqüilo que nós vamos colocá-lo na linha! Ou ele se submete a nós, ou vamos tirar ele do negócio.
Jesus responde dizendo-lhes para deixar as pessoas serem livres para a obra DEle (v. 39). Se eles estão fazendo a obra no nome de Jesus, se estão proclamando o evangelho de Jesus Cristo, se estão livrando almas das garras da morte, eles não são contra Ele, mas estão trabalhando para Ele (v. 40). Jesus continua a dizer a Seus homens que, mesmo que alguém tenha dado apenas um copo de água em nome do Senhor, essa pessoa certamente será recompensada por seus serviços (v. 41). Ninguém precisa estar sob uma hierarquia humana para estar trabalhando no Reino de Deus.
Há várias lições aqui para a igreja moderna, se estivermos dispostos a recebê-las. Muitas vezes, somos como os discípulos do Senhor. Se uma igreja, um ministério ou um indivíduo não faz tudo exatamente como nós fazemos, então somos rápidos em condená-los. Somos rápidos em julgá-los. Somos rápidos em nos lançar contra eles. Somos rápidos para tentar silenciá-los. Existem algumas verdades que esquecemos!
4.1 Nenhuma igreja, nenhum pregador e nenhum ministério tem um controle exclusivo da verdade – em outras palavras, Deus não deu o controle final sobre quem está e quem não está servindo ao Reino a nenhum ser humano. A verdade é que Ele é sempre muito maior do que nossa compreensão DEle! A única coisa que podemos fazer é avaliar se o Senhor está sendo glorificado ou não.
4.2 Quando se trata de tamanho das organizações – não considere como sucesso uma Igreja Grande, o volume pode não significar nada além de inchaço, não considere que alguém que não está sob a mesma “autoridade espiritual dada por uma igreja grande” não pode ter a mesma unção que você tem.
4.3 Deus usa pessoas diferentes que fazem as coisas de forma diferente do que nós. Precisamos ser cuidadosos para não julgarmos uma igreja, um ministério ou um pregador apenas porque são diferentes do que somos. Avaliemos apenas se estão baseados na Bíblia e dando todo louvor apenas a Jesus.
Eu posso achar que esta ou aquela igreja tem muita bagunça e barulheira. Eu posso achar que os padrões de vestimentas e cabelos em algumas igrejas seja exagerado. Eu posso preferir igrejas que usam músicas em ritmo de rock. Eu posso achar que algum culto é muito “frio” para meus padrões de culto. Eu posso achar muitas coisas. Mas, eu sou obrigado, por essa passagem, a me lembrar que mesmo se eu não gostar desta ou daquela coisa sobre uma igreja ou um ministério, se o amor de Jesus é notório e a pregação é exclusivamente de Seu Evangelho, então estas também são filiais da mesma empresa que nós! Nós estamos na mesma equipe, mesmo que eu não compartilhemos de seus métodos.
Resumidamente o que devemos entender é que os ministérios vão dar conta a Deus e não a nós. Nenhum ministério deve prestar contas a outro ministério terreno.
4.4 No final, cada igreja e cada ministério deve ser julgado pelo tipo de pessoas que ele produz - Se um ministério produz pessoas mundanas, e/ou que não se interessam pela Bíblia, e/ou orgulhosas, é do mundo, não importa o que eles digam. Já se um ministério produz pessoas remidas, que amam a Bíblia, tem sede de lê-la e que são pessoas humildes, esta é uma ferramenta que Deus está usando, não importa como nos sentimos sobre a metodologia deste ministério!
5. Conclusão:
Damos graças a Deus pelo nome de nossa cidade. Ser de Igrejinha é uma honra para cada um dos membros da Igreja Batista em Igrejinha. Este nome nos lembra que não devemos nos orgulhar em nada. Não devemos buscar sermos os maiores ou os melhores. Devemos sempre buscar a humildade e o reconhecimento de que Jesus é o único que pode ser glorificado em nossa Igreja e que não é pelo merecimento de nossa Igreja que algo acontece, mas sim pela graça imerecida que Jesus Cristo dá sobre nossas vidas.
Quem é o maior na Igreja Batista de Igrejinha? A maior pessoa na nossa igreja é a pessoa que serve aos outros desinteressadamente, sem pensar o que poderá receber em troca. A maior pessoa na nossa igreja é a pessoa que está disposta a tomar o último lugar para que outros possam ser os primeiros. Não queremos cargos e títulos apenas para aparecer, preferimos o trabalho humilde e anônimo para que somente Jesus seja exaltado aqui.
Se você também quer ser um pequeno, indigno e humilde servo de uma indigna e humilde igreja que foi remida pela graça de Jesus Cristo, se você hoje sentiu o desejo de parar com as ostentações e hierarquização dentre os homens e quer glorificar e se submeter exclusivamente a Jesus, esta é a hora! Venha adorar Àquele que é o único digno de nossa adoração!
Lucas 14:11 Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.





Baptist World Alliance
Convenção Batista Brasileira
Convenção Batista do RS
Igreja Batista em Igrejinha – RS
JUBARS – Juventude Batista do RS
lgreja Batista Central de Niterói – RJ
Primeira Igreja Batista de Curitiba – PR
Primeira Igreja Batista de Niterói – RJ
Primeira Igreja Batista de São José dos Campos – SP
Primeira Igreja Batista de São Paulo – SP
Primeira Igreja Batista do Pará
Segunda Igreja Batista de Palmas – TO
Terceira Igreja Batista de Campos – RJ
USA – Primeira Igreja Batista de Beverly Hills – West Hollywood, CA
USA – Primeira Igreja Batista de Orlando – Flórida
USA – Segunda Igreja Batista de Houston – Texas
A Paz!
Lindamente escrito, e perfeitamente compreensível,não há nada de errado em ser apenas servo, o maior é o que serve em amor, humildade, e verdadeiramente em inteireza de coração, temos que ser exatamente como o mestre…humildade é uma palavra um pouco esquecida hoje em dia, há os que querem ser grandes a todo o custo,,,mas os verdadeiros cristão não fazem questão alguma de serem vistos ou lembrados, querem apenas fazer a obra para honra e glória do único digno de ser louvado.
Servos anônimos, sem nome nem sobrenome apenas cristão, servos,crentes…convertidos a Jesus Cristo, filho de Deus e sendo igreja, não fazendo “igreja”…
Deus os abençoe e continue dando textos como esse para edificação e crescimento de seu rebanho…
Graça e Paz!!!
Escrito com propriedade, espero que muitos reflitam e se coloquem em seus lugares, afinal no reino é assim mesmo, quem quiser ser grande precisa se fazer de pequeno.
abçs
simplesmente tudo que eu gostaria de que todos ouvissem.
Parabéns e fiquem na Paz do Senhor
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Um abraço!
Davi dy camargo
Irmão Davi,
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