Como podemos ter um Brasil ainda melhor

2ª Crônicas 7:14 E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Introdução:

Hoje é Sete de Setembro. Feriado nacional! Dia festivo! Todos os Brasileiros no dia de hoje se sentem mais orgulhosos do país que temos. Lembramos com orgulho dos feitos de nossos heróis nacionais, de nossas belezas naturais inigualáveis, de nossa Amazônia que é considerada o pulmão do mundo. Lembramos ainda de quão abençoada nossa nação é, não temos guerras, não temos o calor escaldante de um deserto nem o frio congelante dos invernos europeus. Temos uma costa de mais de 8 mil quilômetros de extensão que guarda recantos de beleza paradisíaca. Brasília é a capital modelo para todos os urbanistas do mundo, São Paulo demonstra toda sua capacidade de empreendedorismo e geração de riquezas, o Rio de Janeiro continua sendo a Cidade Maravilhosa que encanta os olhos de qualquer turista, temos o Cristo Redentor que demonstra uma suposta fé cristã em nossa nação, nos pampas gaúchos temos leite e carne de altíssima qualidade que são exportados para todo o mundo, nossa indústria calçadista é destaque mundial pela qualidade e variedade de modelos.

O Brasil também demonstra ter uma economia que consegue superar as maiores crises econômicas mundiais sem se abalar.

Sem dúvidas, temos muitas bênçãos em nosso querido Brasil, no entanto, gostaria de comentar hoje, neste dia festivo, sobre: Como podemos ter um Brasil ainda melhor.

Hoje iremos falar a esta grande nação sobre esta importante passagem da Bíblia. Queremos compartilhar com os irmãos sobre algo que tem tocado profundamente em nosso coração nestes últimos dias. Queremos que vocês saibam que mesmo esta grande nação que é o Brasil pode se tornar ainda melhor! Este versículo nos ensina os passos simples que nos mostram: Como transformar uma grande nação em uma nação ainda melhor.

Semana passada eu recebi um email de um irmão brasileiro que reside nos Estados Unidos sobre um vídeo no Youtube que apresentava uma manifestação pública do Pr. Paschoal Piragine Jr. – Pastor Presidente da Primeira Igreja Batista de Curitiba-PR, logo depois fui bombardeado com emails de missionários em vários países, pastores de diferentes igrejas, irmãos de vários estados brasileiros e com um pedido do pastor de minha igreja para que eu repassasse este vídeo para todos os irmãos de nossa igreja e conseguisse o mesmo para apresentar no culto de domingo passado (5/9/2010) em nossa igreja. Neste vídeo era apresentado um grave problema que está ocorrendo no Brasil. Se você ainda não viu este vídeo, recomendo que assista agora mesmo.

Assista clicando aqui: Posicionamento do Pr. Piragine

No mesmo momento em que eu assisti este vídeo a primeira coisa que fiz foi orar pelo Brasil. Peço a todos os cristãos de nosso país que se unam em oração por este importante assunto! Em seguida Deus começou a me incomodar sobre este versículo tão conhecido nosso que se encontra em 2ª Crônicas 7:14.

O contexto deste versículo refere-se à dedicação do Templo sob o reinado de Salomão.   Deus acaba de demonstrar a sua aceitação da nova casa de culto, enviando fogo do céu para consumir o sacrifício que estava sobre o altar (07:01).   Ele encheu o Templo com Sua grande Glória, e as pessoas adoraram a Deus com seus louvores, humildade, sacrifício e vários dias de festa (7:2-11). Então, Deus vem falar com Salomão (7:12-22).   Deus diz a Salomão que Ele iria abençoar Israel se eles honrassem ao Senhor, mas se eles se recusassem, haveria sérias conseqüências (7:12, 19-22). No entanto, o nosso texto promete-lhes que Deus vai ouvi-los, curá-los e ajudá-los se eles se voltassem para Ele em um humilde arrependimento. Esta grande promessa para o povo de Israel tem uma grande mensagem para os cristãos do Brasil no dia de hoje. Vamos analisar as suas palavras e aprender como fazer uma Grande Nação se tornar ainda melhor.

1.Confirmação de nossa ligação com Deus

1.1 Nossa conexão é íntima - “Meu povo” – Deus afirma que aqueles que estão em um relacionamento de fé com Ele possuem uma relação íntima com Ele, que é reconhecida aqui. A relação que temos com Deus é muito mais íntima do que a de um mestre e seus servos. É ainda mais íntimo do que a de outros deuses e seus adoradores. O relacionamento que temos com Ele é tão íntimo que se compara a de um pai para com seus filhos. Afinal, o relacionamento daqueles que são salvos é muito importante para o Deus Todo-Poderoso (Rom. 08:15; Gal. 4:5; 1 João 3:1-2). Existe uma ligação estreita e íntima entre nosso Deus e o Seu povo!

Louvado seja o Senhor por essa intimidade que temos com nosso Pai celestial! O fato que Ele nos ama apesar de nossos pecados, que Ele nos salva pela Sua graça, nos adota em Sua família; nos abençoa de maneira maior do que podemos imaginar, e então nos leva para casa a Sua Morada no Céu quando esta vida acabar. Isto é uma maravilha maior do que nossa capacidade de compreensão pode raciocinar!

1.2 Nossa identificação com Ele – “chamam pelo Meu Nome” – Nós que fomos resgatados por Ele temos uma identificação com Ele. Nós levamos Seu Nome diante de um mundo que não O conhece quando somos chamados de Cristãos/Evangélicos. Nós carregamos conosco, a cada passo que damos, a cada palavra que proferimos, a cada ato que fazemos a responsabilidade de viver como pessoas que pertencem a Ele. Portanto, nós devemos viver e nos comportar como filhos de Deus. Essa é a nossa responsabilidade como filhos de Deus (1º João 2:6, 1º Pedro 2:21).

O primeiro passo para fazermos com que o Brasil, que é uma grande nação, se torne ainda melhor para nós é reconhecermos a nossa ligação com o Pai Celestial. Somos Seus pelo novo nascimento, e nós temos uma responsabilidade perante Ele e perante o mundo de levar Seu Nome Santo de uma maneira digna Dele e de Sua Glória (Efésios 4:1).

2. Aceitar o desafio de DEUS

2.1 Ele nos lança um desafio de sermos totalmente dependente DELE – “humilhar, e orar” – No contexto do versículo vemos que Israel estava para chegar a um ponto onde reconheceriam que não poderiam ajudar a si próprios para se livrarem de seus problemas.   Eles também foram desafiados a afastarem-se dos seus ídolos e falsos deuses e admitirem que estes não poderiam ajudá-los também. Eles foram desafiados a admitir a sua total dependência do Senhor Deus.

Este é o mesmo desafio que nós Cristãos Brasileiros enfrentamos hoje! Se quisermos o poder do Senhor sobre nossas vidas e em nossa nação então temos que admitir que os nossos rituais, as nossas capacidades, a nossa organização, nossas débeis tentativas de culto, etc nunca farão o que só Deus pode fazer pelo Brasil. Temos que nos humilhar perante Deus, e admitir a Ele que nós não podemos fazer absolutamente nada sem Ele (João 15:5).

O futuro que se apresenta para os brasileiros é tenebroso, vemos que a iniqüidade está para ser estabelecida no Brasil. Claramente a maioria do povo brasileiro não está enxergando isto, nossos políticos, nossos governantes, nossos representantes estão para aprovar leis como a PL122, o PNDH3 que irão tolir nossa liberdade religiosa. Bom, isto tudo já sabemos que é verdade, mas eu quero deixar aqui um pequeno segredo para vocês: “Nós não poderemos fazer nada para mudar isto se não tivermos a ajuda de Deus!”   Somente se cairmos diante dEle; humilharmo-nos aos Seus pés; admitirmos nossa total dependência dEle, reconhecermos que tudo o que temos e tudo o que somos vem dEle, é que então iremos vê-Lo nos abençoar! Veja as Suas promessas em:

Tiago 4:6-10 Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.

1º Pedro 5:6 Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;

Se nós compreendermos esta verdade: “eu não posso, mas Ele pode”, então poderemos ver Deus movendo-Se em grande poder nesses dias em nossa nação! Quando reconhecermos nossa fraqueza e expressarmos nossa fé na Sua grandeza, vamos ver Deus nos usar de forma superior (Filipenses 4:13).

Se nós nos humilharmos diante dEle, estaremos admitindo que não temos fé em nossa própria capacidade de mudar o destino do Brasil.

Ao mesmo tempo, quando clamamos o Seu Nome em oração, estamos proclamando nossa fé em sua capacidade.

Enquanto os que se chamam pelo nome de Jesus Cristo no Brasil ainda confiarem que podem fazer algo pessoalmente, enquanto os que se dizem Cristãos não reconhecerem que não serão seus pastores, líderes, bispos, “apóstolos” que poderão resolver os problemas que se apresentam para o futuro do Brasil, nossa nação estará condenada a este triste e tenebroso futuro. É tempo de acordar! Brasil Cristão esta é a hora de fazermos como Israel foi orientado a fazer em 2ª Crônicas 7:14. Se deixarmos passar esta oportunidade poderemos sofrer as conseqüências trágicas que se anunciam.

2.2 Ele nos desafia a consagrar-nos a Ele – “Buscar a minha face” – Essa expressão é traduzida de uma expressão que significa: “tentar encontrar, procurar, ter o desejo de”. Estas palavras implicam “um anseio ou uma vontade de entrar na presença de alguém!”

Ou seja, não só estamos nos humilhando diante dEle, nós devemos estar vivendo nossas vidas com uma fome (um intenso desejo) por Ele! A idéia aqui é que nada em sua vida ou na minha deve ser maior que Deus. Nada do que somos, temos, pensamos ou fazemos deve distrair-nos dEle e de buscar a Sua Face. O nosso coração não deve se contentar com nada menos do que estar 100% comprometido com Ele!

Você já entendeu sobre o que estamos falando. Devemos estar buscando a face do Senhor significa estar querendo Ele mais do que qualquer outra coisa neste mundo! Isto é sobre o tempo que gastamos com Ele em oração e no estudo de Sua Palavra. Trata-se de colocar a “Sua Face” como alvo em sua vida e determinar que agradar a Ele é o mais importante motivador de sua vida.

2.3 Ele nos desafia a sermos diferentes – “se converter dos seus maus caminhos” – Aqui, nós estamos falando sobre a disciplina de arrependimento. Este é um grande desafio para o povo de Deus, tanto do daquela época quanto para nós Cristãos Brasileiros. Devemos buscar viver uma vida limpa e santa para a glória do Senhor. Ao povo de Israel é dito que eles deveriam “se converter dos seus maus caminhos.” Sempre que você está se afastando “de” uma coisa, você naturalmente vai estar indo “para” alguma outra coisa.

A idéia contida nessa frase ilustra perfeitamente o que o arrependimento é realmente.   Você já sabe que a palavra “arrependimento”. Já sabe que ela vem de uma palavra que significa “mudança de mente” (metanóia) o povo de Deus no Brasil é chamado hoje a se afastar das coisas más e se voltar para o Senhor. Somos desafiados a fazer uma reviravolta em nossas vidas que nos leve a caminhar em uma direção totalmente nova.

Se queremos que o Senhor abençoe nossa Nação como Ele pode e como Ele quer, então vamos ter que procurar em nossos corações e vidas todas as coisa que possa estar nos fazendo mal. Nós teremos que localizar tudo o que possa estar nos levando para longe do Senhor. Quando uma coisa for identificada, devemos afastar-nos dela e irmos de volta para o Senhor com humildade, com um desejo de buscar a Sua face e com um profundo arrependimento.

Você e eu precisamos procurar em nossos corações e vidas para ver se há algum “Ídolo” lá que esteja nos levando-nos ao pecado.   Aqui está uma lista de sugestões sobre o que já temos a certeza que ocorre dentro de algumas igrejas evangélicas Brasileiras:

Dinheiro (teologia da prosperidade); Dívidas financeiras; Cargos Eclesiásticos ou Status dentre o Corpo de Cristo; Orgulho e Hipocrisia; Super valorização de sua Relação Conjugal/social em detrimento de sua Relação com Deus; Louvor a pessoas ou a uma pessoa; Liberalismo sexual; Secularização; Desvios de recursos ou roubos…

Acrescente a esta lista uma série de outras coisas que eu e você poderemos ter colocado como mais importantes do que Deus em nossas vidas de forma pessoal!

Se você identificou alguma coisa em sua vida ou em sua Igreja, a maneira de lidar com ele é a confissão e o profundo arrependimento (1º João 1:9 e 2º Coríntios 6:17).

Compreenda que antes do Senhor poder abençoar nossa Nação, Ele deverá primeiro alterar-nos (o povo que se chama pelo Seu Nome)! É isto que eu e você temos que fazer!

3.  Conseqüências

3.1 Ele vai nos ouvir – “Então eu ouvirei dos céus” – Quando nós, o povo de Deus, cumprirmos com todos estes “se”, teremos a certeza de que Deus vai nos ouvir e cumprir o que Ele fala neste versículo. Nós todos sabemos que o pecado interrompe as linhas de comunicação entre o Cristão e o Senhor Deus (Salmo 66:18). Mas, quando o pecado é tratado e as nossas vidas são agradáveis ao Senhor, Ele inclina seu ouvido para nossas orações. Uma vida que não tenha obstáculos na oração é uma coisa de tremendo poder!   É uma maravilha de se ver como Deus ouve e responde ao clamor de Seus filhos, (Lucas 11:02; Lucas 12:32 e Mateus 7:7-11).

3.2 Ele vai nos perdoar – “perdoarei os seus pecados” – Quando nós pagamos o preço para honrar a nossa relação com o Senhor e aceitamos o seu desafio para uma vida de devoção, e sofremos uma metanóia; Ele ouvirá as nossas orações e perdoará os nossos pecados.

3.3 Ele fará maravilhas em nossa nação – “e sararei a sua terra”, perdoados os nossos pecados finalmente Ele poderá enfim sarar a nossa terra.   Que tremenda promessa!   Não só vamos ser alterada como resultado do compromisso com Ele, mas os efeitos irão ultrapassar os muros da nossa Igreja e a nossa Nação será impactada pela glória do Senhor.

Em outras palavras, quando o Povo de Deus vem limpo ao Senhor, Ele superará as nossas melhores expectativas, Ele nos abençoará com Seu poder, nos honrará com a Sua grandeza nos fará vitoriosos através da Sua glória. Se consideramos o Brasil uma ótima nação hoje, se tememos o futuro que se anuncia, devemos pensar nisto ainda hoje e assim fazermos isto para que Ele transforme nossa Nação em um país realmente debaixo das bênçãos dEle!

Conclusão:

Falamos o tempo todo em Nação, porém, quando falamos em nação, não estamos falando dos rios, matas, florestas, praias, animais, prédios, ruas, avenidas, empresas… Quando falamos de nação estamos falando de você e de mim! Lembre-se que o Brasil é o que é porque você é o que você é. Se esta é uma grande nação, isto é porque é uma nação composta de uma população de grande valor.

Portanto, se hoje louvamos a Deus pela liberdade que temos e vemos que o inimigo está tentando destruir esta liberdade, saiba que nossa liberdade religiosa pode se tornar ainda maior. Se você e eu pagarmos o preço de nos humilharmos diante de Deus e orarmos, buscando a Sua Face, livrando-nos de uma só vez de nosso caminho mau, então Ele vai ouvir nosso clamor pelo Brasil, Ele perdoará os nossos pecados e sarará a nossa terra.

Você deseja um Brasil ainda melhor? Você quer impedir que a iniqüidade venha a ser estabelecida no Brasil? Analise se existe algo em você que precisa ser transformado no Senhor ainda hoje? Se Ele tocou em uma área de sua vida que necessita de trabalho, este momento é a hora para que você possa lidar com ele. Tudo que eu peço é que você seja obediente a Sua voz!

Lembre-se que a Iniqüidade está ai, se queremos um Brasil VERDADEIRAMENTE feliz, esta é a hora de vivenciarmos 2ª Crônicas 7:14 a tempo de alterar com isto o futuro de 3 de Outubro, porque depois, as coisas podem piorar muito.

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Votos da fé

Por: Claudio Dantas Sequeira e Hugo Marques
Publicado na Revista IstoÉ

Contra a legalização do aborto, o casamento gay e a descriminalização da maconha, líderes de diferentes religiões se engajam na campanha

A Assembleia de Deus de Manoel Ferreira apoia Dilma

Num país laico como o Brasil, misturar política e religião nunca deu certo. Nesta eleição, porém, candidatos e líderes religiosos resolveram contrariar a sabedoria popular, arriscando princípios e valores pessoais em acordos de sacristia para arregimentar o maior número possível de fiéis. O rebanho de eleitores potenciais é atraente: há mais de 30 milhões de evangélicos e quase 100 milhões de católicos. Em troca do apoio político, as igrejas cobram dos candidatos posição sobre temas fundamentais, como a legalização do aborto, a descriminalização da maconha e o casamento gay. O sectarismo é inevitável, como ocorreu quando o bispo católico de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, pediu aos fiéis que não votem em Dilma Rousseff porque ela defende o aborto. A declaração constrangeu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas dias depois, num encontro com lideranças evangélicas, Dilma relativizou sua opinião: “Sou a favor da vida.”

Odílio Scherer da CNBB não declara o voto

A indefinição sobre temas tão delicados não é exclusividade da candidata do PT. Tanto José Serra (PSDB) como Marina Silva (PV) também não se posicionam claramente sobre as questões mais polêmicas. E assim muitas igrejas igualmente preferem ficar em cima do muro. É o caso da Convenção-Geral das Assembléias de Deus (CGAD), que reúne dez milhões de fiéis e sempre apoiou Serra. Agora, no entanto, considera votar maciçamente em Marina – que era católica, mas se converteu em 1997. Tudo dependerá de como a candidata vai se comportar. “O Serra é muito bem aceito, mas existe um movimento forte para que os fiéis votem em membros da própria igreja. O único senão está no fato de Marina pertencer a um partido que é contra o que nós defendemos”, afirma o pastor Lelis Washington Marinhos, relator do

Líder de um dos segmentos da Assembléia de Deus, Lelis acredita que o PV apenas usa Marina para crescer

conselho político da CGAD. Na opinião de Lelis, o PV estaria “usando a Marina para crescer, mas seus dirigentes não estariam dispostos a ceder nesses princípios”. Pelo sim, pelo não, num comício em Bauru (SP), na quinta-feira 29, a senadora do PV rezou conforme a cartilha da CGAD. Disse que é contra o casamento gay e defendeu um plebiscito sobre o aborto. “Temos que fazer o debate de forma aberta, evitando satanizações”, disse Marina.

Apesar de toda a cautela, a candidata verde tem perdido espaço para Dilma nas articulações com os evangélicos, como atesta o deputado federal Manoel Ferreira (PR-RJ). Pastor e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus (CNAD), corrente minoritária que reúne oito milhões de seguidores, Ferreira fechou acordo com o PT. “Estamos satisfeitos com o atual governo e queremos sua continuação”, diz. Para evitar suscetibilidades, seja com candidatos, seja com fiéis, o deputado acha que o Executivo não deve se intrometer em temas tabus. “Dilma nos deu sua palavra de que todas essas questões polêmicas devem nascer no Congresso”, pondera.
Outro fiel na balança eleitoral será a Igreja Universal do Reino de Deus, que congrega 13 milhões de membros. Seu fundador, o bispo Edir Macedo, apoiou Lula em 2002 e 2006. Agora, fará o mesmo com Dilma. Essa ligação entre igreja e partido foi costurada pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que se diz contra o aborto. “Sou casado há 35 anos e minha mulher nunca tomou pílula anticoncepcional”, diz ele.

Os bispos da Igreja Católica mais comprometidos com as causas sociais não fecharam posição em torno de um candidato. As opções são individuais. Por isso, as declarações do bispo de Guarulhos foram consideradas pela CNBB um excesso, como diz o ex-bispo de São Félix do Araguaia (MT) dom Pedro Casaldáliga. “Se fôssemos aconselhar a não votar em candidatos que defendem a injustiça, seria uma lista longa”, afirma. Mas dom Luiz Gonzaga, de Guarulhos, não é o único a ter opinião formada sobre a sucessão de Lula. O presidente da Comissão Pastoral da Terra e bispo emérito de Goiás, dom Tomás Balduíno, dará seu voto ao candidato nanico Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que é a favor da descriminalização da maconha. “Voto nele porque o Lula abandonou a defesa do homem e optou pelo crescimento econômico”, explica.

Oficialmente, a CNBB prefere não se manifestar contra ou a favor de quaisquer candidatos, como explica o assessor de imprensa padre Geraldo Martins. No entanto, a cúpula católica tem apostado forte num programa nacional de formação política entre os fiéis, respondendo à demanda de setores da própria Igreja Católica por mais espaço na política. Em algumas regionais, o trabalho lembra a ação da antiga Liga Eleitoral Católica, na década de 1930. Na Regional Sul 1 da CNBB, comandada pelo arcebispo de São Paulo dom Odílio Scherer, os bispos emitiram até uma lista com “dez mandamentos” sobre como “votar bem”. “Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até a morte natural”, sugere dom Nelson Westrupp, que assina a lista da CNBB. Ele também ataca indiretamente aqueles que apoiam a união gay. “Ajude a promover com seu voto a proteção da família contra todas as ameaças à sua missão e identidade natural”, defende. Apesar de divididas entre os principais candidatos, as igrejas fixam posições conservadoras.

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A posição da Igreja Batista é que nenhum político em nenhuma época ou por nenhum motivo irá receber o apoio oficial de nossa denominação durante uma campanha. Entendemos que a vocação para ser político é digna e dada por Deus, no entanto, entendemos que não é lícito utilizar-se dos púlpitos de nossas Igrejas para fazer campanha. No púlpito Batista só Jesus é enaltecido. No púlpito Batista só anunciamos a Jesus. Nenhum partido, nenhum candidato será enaltecido nas nossas Igrejas.

Irmãos, pensem se é da vontade de Deus ouvirmos/lermos artigos como estes da revista secular IstoÉ no qual somos apresentados como um “curral eleitoral”. Claro que devemos ter consciência, vinda de Deus, quanto as coisas seculares. Não podemos aceitar a legalização do aborto, o casamento homossexual, a descriminalização da maconha e tantas outras leis absurdas que estão tramitando no Congresso Nacional. Devemos também tomar cuidado com candidatos que são ligados a religiões que perseguem e querem acabar com o Cristianismo e/ou a liberdade religiosa.

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Singular e Maravilhoso AMOR

por John Piper

Por muitos anos, tenho procurado entender como a centralidade de Deus em Si mesmo se relaciona com o seu amor por pecadores como eu. Muitas pessoas não vêem a paixão de Deus por sua própria glória como um ato de amor. Uma das razões para isto é o fato de que temos absorvido a definição do mundo a respeito do amor. O mundo diz: você é amado quando é mimado.

O maior problema desta definição de amor é que, ao tentarmos aplicá-la ao amor de Deus por nós, ela distorce a realidade. O amor de Deus por nós não se revela principalmente em que Ele nos valoriza, e sim em que Ele nos dá a capacidade de nos regozijarmos em apreciá-Lo para sempre. Se centralizamos e focalizamos o amor de Deus em nosso valor, estamos nos afastando do que é mais precioso, ou seja, Ele mesmo. O amor labuta e sofre para nos cativar com aquilo que é infinita e eternamente satisfatório: Deus mesmo. Por conseguinte, o amor de Deus labuta e sofre para aniquilar nossa escravidão ao ídolo do “eu” e focalizar nossas afeições no tesouro de Deus.

Podemos ver isto, de maneira surpreendente, na história da enfermidade e morte de Lázaro:

João 11.1-6 Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta. Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas. Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado. Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.

Observe três coisas admiráveis:

1. Jesus escolheu deixar Lázaro morrer. No versículo 6, lemos: “Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava”. Não houve pressa. A intenção de Jesus não era impedir o sofrimento da família, e sim ressuscitar Lázaro dentre os mortos. Isto seria verdade mesmo se Lázaro já estivesse morto, quando o mensageiro chegou a Jesus. Ele deixou Lázaro morrer ou permaneceu por mais tempo, para deixar evidente que não tinha pressa de trazer alívio imediato ao sofrimento. Algo mais importante O impelia.

2. Jesus era motivado pelo amor para com a glória de Deus, manifestada em seu tremendo poder. No versículo 4, Ele disse: “Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado”.

3.Entretanto, tanto a decisão de deixar Lázaro morrer como a motivação de glorificar a Deus foram expressões de amor para com Maria, Marta e Lázaro. O evangelista João nos mostra isto pela maneira como ele uniu os versículos 5 e 6: “Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava”.

Oh! Muitas pessoas — inclusive crentes — murmurariam por haver Jesus, insensivelmente, deixado Lázaro morrer e permitir que Marta, Maria e Lázaro e outros passassem por aquele sofrimento e infelicidade! E, se os nossos contemporâneos percebessem que Jesus fez isso motivado pelo desejo de magnificar a glória de Deus, quantos não considerariam a atitude de Jesus como insensível e severa? Isto revela quanto a maioria das pessoas estima levar uma vida livre de sofrimentos muito mais do que estima a glória de Deus. Para a maioria das pessoas, o amor é aquilo que coloca o bem-estar humano como o centro de tudo. Por conseguinte, o comportamento de Jesus é ilógico para tais pessoas.

Não podemos ensinar a Jesus o que o amor significa. Não podemos instruí-Lo a respeito de como Ele nos deve amar e colocar-nos no centro de tudo. Devemos aprender dEle o que significa o amor e o que é o verdadeiro bem-estar. O amor é fazer tudo que for necessário para ajudar os outros a verem e experimentarem a glória de Deus em Cristo, para todo o sempre. O amor mantém a Deus no centro, porque a alma foi criada para Deus.

Nas palavras de sua oração, Jesus confirma que estamos certos: “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.24). Podemos presumir que esta oração seja um ato de amor de Jesus. Mas, o que Ele pediu? Pediu que, no fim, vejamos a sua glória. O amor dEle por nós O torna central. Jesus é o único Ser cuja auto-exaltação é um ato sublime de amor. Isto é verdade porque a realidade mais satisfatória que podemos conhecer é Jesus. Portanto, para nos dar esta realidade, Ele tem de dar-nos a Si mesmo. O amor de Jesus O impeliu a orar e a morrer por nós, não para que o nosso valor se tornasse central, e sim para que a glória dEle se tornasse central e pudéssemos vê-la e desfrutá-la por toda a eternidade. “Pai, a minha vontade é que… estejam também comigo… para que vejam a minha glória”. Isto é o que significa para Jesus o amar-nos. O amor divino labuta e sofre para nos cativar com aquilo que é infinita e eternamente satisfatório: Deus em Cristo. Oh! Que vejamos a glória de Cristo — pela qual Ele deixou Lázaro morrer e pela qual Ele foi à cruz.

***

Extraído do livro: Penetrado pela Palavra, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL 2009
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

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Não me envergonho do evangelho

Por: Ilton Junio
Publicado originalmente em: Ilton Idéias

Romanos 1:16 e 17 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.

Sejamos francos…
Antes de conhecermos a maravilhosa pessoa de Jesus Cristo e ter revelação da nossa condição espiritual e, antes de recebermos da graça e do amor de Deus, qual era a nossa postura em relação ao evangelho?

Quais tipos de pensamentos invadiam as nossas mentes sempre que éramos confrontados por uma fé evangélica?

Eu me lembro que quando tinha aproximadamente 6 anos de idade, já gostava de beirar as rodas das pessoas mais velhas para ouvi-lás contar as suas histórias. E sempre que um crente ia expor a sua fé, eu chegava ainda mais perto para poder ouvir melhor. O interessante, porém, é que eu nunca me surpreendia com o que ouvia. Eles faziam questão de expor aquele enfadonho e medíocre complexo de minoria. Expunham a gloriosa Igreja como uma comunidade pequenina, perseguida, oprimida, diminuída.

A imagem que os próprios cristãos (em sua esmagadora maioria) me passavam, era de que pertenciam à um grupo de pessoas derrotadas. Gente que precisava se esconder pois havia perseguições que vinham de todos os lados! Essas pessoas construíram em minha mente uma idéia tão repugnante do que era ser um cristão, que eu chegava a afirmar a mim mesmo que não gostaria de me juntar a essa gente. Eu não queria fazer parte de um povo que ‘perdia todas’. E como eu achei que essas pessoas estavam dizendo a verdade, aquele pensamento era para mim algo generalizado: “TODOS OS CRENTES SÃO ASSIM!” – logo, não quero me converter a essa fé ridícula! – “Esse povo não tem voz, não tem vez, não tem espaço e nem força para fazer nada!”

Ao dizer as palavras que citamos acima, o apóstolo Paulo já havia percebido que existe, de fato, uma postura hostil do mundo com relação ao evangelho. Mas isto de maneira alguma, seria motivo suficiente para levarmos este estilo de vida sofrida, oprimida. Ao contrário, Paulo está dizendo:

Meus irmãos, dificuldades há! tribulações existem… Mas EU não estou nem aí! Eu não irei me envergonhar do evangelho em hipótese alguma e em nenhuma circunstância! Porque eu tenho motivos de sobra para continuar testemunhando acerca daquilo que EU mesmo recebi do Senhor Jesus! Pode haver o que houver, mas Deus me deu esta santa ‘cara-de-pau’. Eu não irei colocar a minha viola no saco!

Romanos 8:17 Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo…

Irmãos, por favor, nós não somos herdeiros de uma fé de frouxos, não somos herdeiros de gente que recolhe a bandeira e pôe a viola no saco! Somos herdeiros d’Aquele que diz:

“A minha vida, ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontâneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” – João 10:18

O auto-comando dos religiosos judaicos simplesmente não se agradavam daquilo que Jesus falava e fazia e, de todas as formas e de todos os lugares passaram a persegui-lO, chegando ao ponto de planejarem a Sua morte.

O foco aqui não é o que o ‘lado da perseguição’ fez, e sim a atitude/reação que os homens e mulheres de Deus devem ter diante destas situações. Paulo mais uma vez não nos deixa sós. Ao exprimir o seu desejo de confrontar todo pensamento tacanho em relação ao evangelho, ele também expôs os seus motivos para isso.

Porque não devemos/precisamos nos envergonhar do Evangelho? Paulo responde:

1 – Porque o Evangelho é PODER de DEUS.

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo…” – Atos 1:8

No grego, o substantivo poder é Dínamos, figura nossa conhecida por gerar força, energia e poder. Algumas vezes a palavra usada era Dunamis, com o mesmo significado e também é a raíz da palavra “dinamite”. Apontando para um certo poder ‘explosivo‘.

Não é poder do exército, nem da polícia, nem do Estado, não é o poder de bombas atômicas, é o poder explosivo de Deus! E é isso que faz toda a diferença.
Barack Obama tem o suposto poder de mobilizar massas gigantescas de soldados fortemente armados para defender os interesses norte-americanos, aprovar leis e decidir taxas de impostos, mas não tem poder sobre o próprio fígado se este contrair uma doença tal como um câncer.
O Dr. Roberto Marinho tinha poder extraordinário neste país, a direção na qual ele se inclinava as ‘decisões se decidiam’, mas ele não tinha poder sobre a própria unha encravada, muito menos sobre o próprio coração.

E é por isso que nós não nos envergonhamos do evangelho, porque ele é o poder dos poderes, poder que está acima de todos estes poderes humanos. É poder que vence a morte. E é só por causa deste poder que o sol ainda nasce, as mulheres ainda engravidam, a semente brota, os pássaros voam. E é só por causa deste poder que ainda podemos sorrir, a nossa comida ainda tem gosto. Este poder é a única esperança do planeta! Se não fosse o fato de que a morte não pode detê-lO não haveria nenhuma razão para estarmos vivos ainda.

É por causa deste poder que as ordens econômicas e políticas podem mudar. Por este poder as ordens espirituais das trevas podem e devem recuar.
E é só por este poder que nós nunca entregaremos os pontos! Essa é a razão das razões.

Não há muito o que falar que já não tenha sido falado. Eu não me envergonho do evangelho porque ele é PODER de DEUS, Aleluia!
Oh, irmãos! Como eu me sinto bem ao falar desta verdade… somente por este motivo poderíamos encerrar este assunto e ficarmos mais que satisfeitos, entretanto, Paulo nos deixa mais 2 motivos distintos que eu gostaria de compartilhar com vocês:

Certo dia, ouvi alguém contar uma das histórias impressionantes do Rev. João Queiroz, que fora pastor em Fortaleza/CE. Um velho de mais de 90 anos de idade – não sei se ainda está vivo – que conheceu a Jesus quando criança. Acostumado a andar no lombo de mulas e jumentos por todo o sertão cearense, este homem começou a anunciar a Palavra de Deus no tempo em que Lampião era o ‘rei do cangaço’. Certa vez, ele abriu a bíblia no meio de uma praça pública. A igrejinha católica logo à sua frente; algumas pessoas distraídas se divertiam em um bar; e um pequeno grupo interessou-se por sua pregação. De repente, ele avista um homem galopando em sua direção… Este homem dá umas voltas ao seu redor e passa a encará-lo por alguns instantes. João diz que em nenhum momento ficou intimidado com a presença do cangaceiro – “Botei os olhos no infinito e continuei pregando, pregando e pregando…” – até que este disse: - Pára de pregar senão eu passo chumbo em você!. Ainda chocado pela ameaça que lhe foi feita, João respondeu: - Eu vou morrer pregando, mas eu não paro! Aí o homem levantou o seu revólver e disparou sete tiros na testa do pregador. “Eu não parei de pregar em nenhum momento.” João diz que o cangaceiro, logo após descarregar toda a munição em sua testa, olhou assustado como se tivesse visto uma assombração e saiu galopando por dentro da mata. “Eu não parei para perguntar nem o quê que foi… continuei pregando em nome de Jesus!”.Somente depois que terminou o seu sermão é que João olhou para trás e viu que todas as balas do cangaceiro entraram pelo mesmo buraco na parede, logo acima da sua cabeça.

Anos depois, ele estava pregando em uma pequena capela no interior do sertão, quando aproxima-se um homem e solicita uma conversa após o culto:
- O Sr. lembra de um cabra que descarregou sete tiros na sua testa, há tantos anos, na cidade tal…?
- Lembro sim…
- Olha, aquele cabra saiu dali impressionado e dizendo: Eu nunca vi um cabra tão macho como aquele pregador, não conheço cangaceiro macho igual ele… O homem parecia que nem piscava enquanto eu mandava chumbo! Olha, aquele cabra sou eu. E eu saí dali convencido a conhecer o Deus que dá essa coragem toda para um cabra só! Então dei a minha vida à Jesus, mas disse a mim mesmo que seria batizado somente pelas mãos daquele homem. E eu estou aqui porque quero me batizar para também poder pregar essa Palavra, que é coisa de macho!

A segunda razão que Paulo nos dá para que não nos envergonhemos do evangelho é:

2 – O Evangelho é poder de Deus para a SALVAÇÃO

Outro dia, uma atriz disse a sua amiga:
- Sabe por quê que eu não gosto desses cultos de crentes? É porque todo mundo lá é ex-alguma-coisa! E vejo na televisão é: ex-isso, ex-aquilo… Porque crente tem ‘mania’ de acreditar que a fé deles tem poder de restaurar a vida desses desgraçados?

Jesus responde a essa pergunta:”Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos… e, outra coisa, Eu não vim buscar os justos, e sim os ex… porque deixarão de ser pecadores e se tornaram ex-. (Lucas 5:31,32 parafraseado).

É justamente por causa do poder do evangelho que a Igreja está cheia de:
ex-derrotados;
ex-ladrões;
ex-prostitutas;
ex-assassinos;
ex-beberrões…
e a lista de ex-alguma-coisa só tem crescido!

A palavra “salvação”, no original (grego) é soteria. E possui 4 traduções diferentes:
- Salvação
- Liberdade
- Livrar
- Saúde

O evangelho é o poder de Deus que nos salva do julgo e da condenação eterna. É o poder de Deus que liberta-nos da escravidão do pecado. É o poder de Deus que nos livra da morte e das amarras do diabo. É o poder de Deus que dá-nos saúde em todas as áreas de nossa vida – físico, moral, mental e espiritual.

E isso é algo que encomoda as pessoas. Qualquer um que não tenha experimentado deste poder, certamente não gostará de vê-lo sendo manifestado. As pessoas não gostam de ver milagres, curas, libertações e homens em arrependimento sendo transformadas. Somente o doente é quem gosta de ver a cura.

A religião – com os seus rituais e métodos de troca e “barganha” espiritual, onde o indivíduo se vê obrigado a fazer ou dar para receber da parte de deus, e;
A política – que possui grande poder e influência sobre as decisões da sociedade, mas sente-se obrigada a recuar sempre que o poder de Deus começa a operar no meio do povo, e ainda;
Os que detém o poder econômico – estes ficam desesperados ao ver um paralítico levantar-se ou, algum “doido” recuperar a sanidade, porque percebem que o dinheiro pode comprar tudo, mas não pode conquistar o coração das massas desesperadas que encontram esperança gratuita, em Alguém que não está vendendo nada, mas está dando TUDO de graça.

Essas e muitas outras formas de poder, não gostam do poder do Evangelho de Deus. Porque são sempre forçados a aceitar a idéia de que há algo mais poderoso e influente que jamais venceriam.

O verdadeiro poder não está nas mãos e nas palavras dos cardeais, senadores ou empresários. O maior de todos os poderes está nas mãos de pessoas simples, que não necessitam usar bata ou paletó. O poder dos poderes está no meio de um povo que é cheio do Espírito Santo!

Quando o evangelho é pregado, a iluminação dos holofotes é retirada de cima daqueles que acham que têm e que são, e brilha em cima daqueles que nunca foram e nunca serão coisa alguma sem Deus. As pessoas odeiam isso. O ser humano não suporta viver sem brilho e sem destaque, logo, perseguem o verdadeiro evangelho, que é o usurpador de toda a glória humana.

Não perca jamais a fé nisso. O evangelho é o único poder capaz de salvar! E é isso o que faz da Igreja de Cristo um diferencial. A mensagem da salvação é a única coisa que nos diferencia de órgãos de caridade e ação social, que podem apenas alimentar as pessoas, mas não podem transformar a natureza corrupta e pecaminosa que há dentro delas.

***

lton Junio – 17 anos, solteiro, estudante do Ens. Médio e membro do movimento de jovens Radicais Livres na cidade de Goiânia – GO. – Ministro por chamado; – Escritor por vocação; – Músico por acaso; – Blogueiro nas horas vagas; Sobretudo, “um escravo de orelha furada” – por amar mais ao seu Senhor do que à própria liberdade.
Trabalha com liderança e edificação de jovens cristãos desde a sua conversão – há quatro anos – e vive intensamente o chamado dado por Deus de proclamar o evangelho aos necessitados de salvação, e edificar os irmãos na santidade e no temor do Senhor.
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Um genuíno avivamento

2º Reis 22:1-2 e 8-13 TINHA Josias oito anos de idade quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Jedida, filha de Adaías, de Bozcate. E fez o que era reto aos olhos do SENHOR; e andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se apartou dele nem para a direita nem para a esquerda. | Então disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o livro da lei na casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã, e ele o leu. Então o escrivão Safã veio ter com o rei e, dando-lhe conta, disse: Teus servos ajuntaram o dinheiro que se achou na casa, e o entregaram na mão dos que têm cargo da obra, que estão encarregados da casa do SENHOR. Também Safã, o escrivão, fez saber ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me deu um livro. E Safã o leu diante do rei. Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei as palavras do livro da lei, rasgou as suas vestes. E o rei mandou a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã o escrivão e a Asaías, o servo do rei, dizendo: Ide, e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR, que se acendeu contra nós; porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto acerca de nós está escrito.

Como reconhecer um genuíno avivamento

1. Introdução:

A história da fé cristã é uma história de renascimento da fé. O povo de Deus vai se afastando DELE por um tempo e depois o seu amor para com o Senhor acaba se esfriando. Eles então se arrependem, buscam ao Senhor e Ele os abençoa com um grande avivamento espiritual. Pensemos um pouco sobre alguns exemplos modernos na história da Igreja de Cristo que nos revelam, de tempos em tempos, Deus visitando o Seu povo e enviando-lhes uma verdadeira renovação espiritual. Exemplos:

Em 1734 em uma pequena comunidade cristã alemã chamada Herrnhut um avivamento ocorreu. Esta pequena comunidade se tornou dominada pelo fervor evangelístico e enviou mais de 300 missionários para a Europa e América do Sul.

Em 1700 e em 1800 os Estados Unidos experimentaram grandes avivamentos de Deus que levaram milhões de americanos à fé salvadora em Jesus Cristo. Esses renovos mudaram a história daquela nação de uma forma tão profunda que ainda hoje, mesmo eles estando muito afastados de Deus, ainda são sentidos os efeitos daquele avivamento.

No outono de 1863, durante o auge da Guerra Civil Americana, um avivamento eclodiu, tanto na União do Exército do Potomac quanto no exército confederado da Virgínia do Norte. Centenas de milhares de soldados foram salvos em ambos os lados. Algumas estimativas colocam o número em torno de 100 mil soldados do Norte e 150 mil soldados do sul que participavam de reuniões de oração e evangelização. Diz-se que dez por cento de todos os soldados envolvidos em ambos os lados do conflito foram salvos em Cristo Jesus durante o seu serviço militar naquela guerra.

Em 1904 um avivamento varreu o país de País de Gales. Mais de 100.000 pessoas se converteram. A sociedade galesa inteira foi modificada, chegando ao ponto de os bares e prisões serem fechadas por falta de utilidade.

Neste exato momento, existem grandes avivamentos varrendo o globo! Milhões de pessoas estão vindo a Cristo em lugares como Coréia do Sul, África e até mesmo na China.

Renovações espirituais, vindas da parte de Deus, não são nada de novo no meio de Seu povo. Enquanto houver pessoas com o fervor de servir ao Senhor, estas mesmas pessoas poderão ter uma recaída e depois experimentar um genuíno avivamento. Esta passagem citada no início desta postagem registra o momento inicial de um dos maiores avivamentos experimentados pelo povo de Deus no Antigo Testamento. A nação de Israel afundava porque estava longe do Senhor. Eles tinham se entregue à idolatria, ao culto vil e a deuses pagãos. Eles estavam vivendo em profundo pecado e nem se tocavam que tinham negligenciado o Deus de seus pais. Eles estavam em escuridão espiritual e em grande perigo de sofrerem o julgamento de Deus que pairava sobre eles. Eles realmente necessitavam um genuíno avivamento espiritual.

Como sempre faz, Deus levantou um líder para este avivamento. O rei piedoso, chamado Josias, foi este escolhido de Deus com apenas oito anos de idade. Sua paixão pelo Senhor o levou a liderar a nação de Israel de volta ao caminho da retidão. Sob sua liderança, o povo de Deus experimentou um avivamento genuíno.

Pensemos um pouco sobre o nosso país. Hoje vemos muitas igrejas que estão tão longe de Deus quanto o povo de Israel estava naquela época. Pessoas que estão idolatrando réplicas da Arca da Aliança, réplicas do Templo de Salomão, imagens de “santos”, óleos ditos santos, rosas ditas milagrosas e até o suor dos supostos líderes é idolatrado! Culto vil também tem ocorrido, fizeram do culto a Deus um mercado de venda de bênçãos, um toma-lá-dá-cá com Deus onde querem comprar o que Deus dá, segundo a Sua vontade, de graça, colocam “Deus contra a parede” e exigem DELE a bênção que eles acham terem o direito de receber. Se rendem a deuses pagãos, tanto no maldito ecumenismo quanto no culto a Mamom que invadiu tantas igrejas brasileiras. Certamente a realidade do povo evangélico brasileiro dos dias de hoje está mais do que parecida com a do povo de Israel dos dias anteriores ao reinado de Josias do que podemos pensar. É um engano acharmos que o Brasil está vivendo um grande avivamento. Ao contrário, estamos é em profunda escuridão espiritual e em grande perigo de sofrermos o julgamento de Deus que paira sobre nós.

Todos nós somos chamados no dia de hoje para estarmos buscando no Senhor um verdadeiro avivamento em nossas igrejas. Amanhã (domingo) nos encontraremos para cantar, orar e ouvir a pregação da Palavra de Deus em milhares de Igrejas Evangélicas espalhadas em todo o território Brasileiro. Porque não pedirmos hoje, em oração, que o Senhor faça algo por nós que mude nossas igrejas para sempre, a começar em nós? Queremos um avivamento genuíno no Brasil! Não palhaçadas que tem origem no paganismo, no catolicismo, nos cultos africanos ou no espiritismo. Devemos orar para que o verdadeiro Deus promova um verdadeiro renovo espiritual em Seu povo aqui no Brasil. Que possamos sentir e vivenciar uma experiência tão profunda que mude a história do Brasil para sempre.

Nosso Senhor envia um verdadeiro renovo espiritual sempre que buscamos isto. Algumas igrejas experimentam isto constantemente, posso afirmar que no último final de semana, quando os jovens de nossa Igreja tiveram um abençoado acampamento (ainda estou pensando em escrever um pouco mais sobre este acampamento) todos sofremos um verdadeiro impacto do verdadeiro renovo espiritual vindo de Deus. Houve um genuíno avivamento em nossos jovens que foram tocados por Deus naqueles dias e já no culto de domingo a noite na Igreja, este avivamento se espalhou por toda congregação. No entanto, voltando ao povo Brasileiro em geral, fica a pergunta: como poderíamos reconhecer o verdadeiro renovo espiritual? Quais são as características que marcam um avivamento genuíno? Penso que esta passagem que serve de base para esta postagem pode nos dar as respostas a essas perguntas. Hoje nós vamos estudar estes capítulos finais de 2º Reis juntos e observaremos as características que identificam um avivamento genuíno. Eu quero refletir com vocês sobre: Como podemos reconhecer um genuíno avivamento.

2. Um genuíno avivamento ENVOLVE re-dedicação (versículos 22:8-13)

2.1 Estes versos nos contam uma história impressionante. Vemos que o Templo de Deus tinha sido negligenciado, que este se tornou decadente e que tinha caído em um péssimo estado de abandono (v. 4-6). Parece que a leitura e o ensino da Palavra de Deus também havia sido negligenciada e ignorada por anos. De fato, a Palavra de Deus tinha sido abandonada devido a toda desorganização espiritual daquele povo. Não que não houvesse reuniões do povo e preleções dos sacerdotes, vemos claramente que estes nunca haviam deixado de existir, no entanto eles estavam ensinando coisas que não constavam na Palavra de Deus, criando ritos que contrariavam a Vontade do Senhor e servindo a outros deuses achando que estavam servindo aO Único e Verdadeiro Deus. Quando a Palavra de Deus foi redescoberta e lida, os sacerdotes e o rei perceberam que eles eram culpados de transgredir a Vontade do Senhor. Eles também entenderam que a ira de Deus havia sido despertada por causa dos pecados que eles e sua nação haviam cometido (v. 13).

Quando o rei Josias viu sua nação à luz da Palavra de Deus, ele viu o quanto eles tinham se afastado do Senhor sem perceberem. Ele também compreendeu a necessidade de restaurar as coisas conforme o Senhor desejava. A Palavra de Deus impactou-o e condenou-o em seu coração e depois disto desafiou-o a verdadeiramente buscar aO Senhor. Ele então resolve dedicar-se a seguir os mandamentos da Palavra de Deus!

2.2 Uma das marcas definidoras de um genuíno avivamento na história da Igreja é a marca de uma renovada dedicação a leitura da Palavra de Deus. É triste, mas é verdade, a Bíblia é um livro negligenciado até mesmo dentro de Igrejas Evangélicas. Pessoas como nós, que se dizem crentes na Bíblia (até mesmo dentre os fundamentalistas), muitas vezes, não defendem o caráter e a precisão de nossa Bíblia e ainda são culpados de negligenciar a Bíblia.

É fácil fazer declarações ousadas sobre a Bíblia. Nós declaramos que esta é a própria Palavra de Deus, e é. Afirmamos que tudo na Bíblia é sem erro, e é. Nós confirmamos até que a Bíblia é a autoridade final em todas as questões espirituais, e é. Podemos dizer que a Bíblia é o padrão pelo qual todos os homens devem viver, e é. Apesar de todas estas declarações ousadas serem a Verdade (e é), ainda falta esta marca relativa ao amor incondicional à Bíblia quando se trata de um genuíno avivamento.

Não é suficiente “termos uma Bíblia” ou até mesmo fazermos afirmações precisas sobre a Bíblia (coisa que muitos evangélicos brasileiros de hoje em dia nem chegam a conseguir fazer). A verdade é que para termos um verdadeiro renovo espiritual devemos, nós mesmos, sermos totalmente possuídos e absorvidos por este livro! Nós que dizemos acreditar na Bíblia devemos realmente acreditar e viver o que está neste Livro! Temos que dizer que a Bíblia é o padrão de vida para o ser humano e devemos viver de acordo com ela! Temos que levantar nossas Bíblias ao alto e gritar: “A Bíblia é a Palavra de Deus” e temos que honrar esse livro através da vida que vivemos!

Para termos um verdadeiro avivamento devemos entender que a Bíblia é o Prumo de Deus (Amos 7:7-9). Ela é a Palavra Final, é o Padrão da nossa fé e vida. Tudo o que dizemos e fazemos deve ser de acordo com a Palavra de Deus. Tudo o que dizemos crer deve constar na Palavra de Deus. A Bíblia é a “Autoridade Final” e deve ser respeitada como tal!

Claro que existem os dons do Espírito Santo. Existem profecias, existem visões, existem revelações, existem línguas estranhas… No entanto nada disto será uma prova genuína de um avivamento se estiverem contrariando ou mesmo se afastando da Bíblia. Tudo (repito, absolutamente TUDO) que precisamos para padronizar nossas vidas, para vivermos segundo a vontade de Deus, para sermos santos está contido exclusivamente na Bíblia. Nada, absolutamente NADA precisa ser acrescentado ao que já está lá. Se queremos um genuíno avivamento devemos antes de mais nada ler, reconhecer nossos erros e viver o que está na Bíblia.

2.3 A Bíblia nos diz que devemos ter fé, devemos pensar sobre como nós estamos adorando a Deus e como devemos nos conduzir em nossas vidas dentro e fora da igreja. Ela nos ensina como andar e como falar. Ela revela como devemos agir. Ele ensina tudo o que precisamos saber sobre Deus, sobre Jesus, sobre o Espírito Santo, sobre a salvação, sobre o Céu e o Inferno e sobre tudo o que têm a ver com a vida e o modo correto de se viver (2ºTm. 3:16-17) . Devemos amar este Livro e viver os ensinamentos da Bíblia (Salmo 19:7-11). Um genuíno e verdadeiro avivamento sempre será marcado por um retorno à Palavra de Deus como a “Autoridade Final”. Um verdadeiro renovo sempre vai girar em torno da Palavra de Deus com o povo de Deus dedicando-se novamente a manter e honrar a Bíblia!

3. Um genuíno avivamento envolve ARREPENDIMENTO  (23:1-3)

3.1 Josias levou a Bíblia ao povo. Ele leu a Palavra de Deus para eles e os levou a um tempo de arrependimento pessoal e nacional. O rei, os sacerdotes e o povo (desde o menor até ao maior) uniram-se em um pacto de todo o coração e de toda a alma no qual se comprometeram a guardar e honrar a Palavra de Deus. Que sinal maravilhoso podemos ver nesta passagem. O líder verdadeiramente guiado por Deus e que sofre um genuíno avivamento espiritual imediatamente passa a amar a Bíblia, ler e ensinar sobre a Bíblia a todo o povo, leva-os a um arrependimento pessoal e nacional e então pactuam uma aliança de que guardarão e honrarão a Bíblia.

Como precisamos de líderes como o rei Josias aqui no Brasil. Falta-nos pessoas tão fiéis a Deus como este homem. Muitos líderes só querem pregar o “deus” Mamom, outros só querem a glória de terem uma “grande igreja”, também existem outros que estão entrando num campo de não contestarem as aberrações espirituais que se vê a todo canto e assim co-pactuam com o fogo estranho levantado nos altares que, um dia, foram dedicados a Deus. Líderes que não querem se arrepender dos caminhos tortuosos por onde estão guiando as ovelhas de Jesus que estão sob sua responsabilidade. Precisamos urgentemente orar por um genuíno avivamento aqui no Brasil, precisamos orar para que este renovo comece em nós, se espalhe por nossa Igreja local, siga por nossa denominação, alcance todas as Igrejas que se chamam pelo nome de Cristo no Brasil e finalmente impacte de forma positiva todo nosso país.

3.2 Arrependimento é uma daquelas palavras que você não ouve muito nos dias de hoje. O dicionário virtual Priberam da Língua Portuguesa define o arrependimento como: “Ato de arrepender-se; Contrição.” A Bíblia, entretanto, tem uma definição um pouco mais expandida sobre o que realmente é arrependimento. No Antigo Testamento, a palavra “arrependimento” significava desdizer-se”. Já no Novo Testamento, a palavra “arrependimento” significa mudar de mente” (Metanóia).

Ou seja, a palavra arrependimento refere-se a uma mudança de mentalidade que resulte em uma mudança de ação. Quando ocorre o verdadeiro arrependimento, o indivíduo reconhece o fato de que ele fez algo errado. Ele sente tristeza por causa do seu pecado, ele experimenta uma mudança de mente sobre seus pecados, e começa a andar em uma nova direção.

Arrependimento não é apenas estar ciente que você fez alguma coisa errada, ou sentir pena de você mesmo quando você foi pego fazendo alguma coisa errada. Arrependimento significa que lamentamos bastante sobre o que temos feito mesmo que nenhum outro ser humano saiba e na mesma hora desejamos parar de fazer isso! Arrependimento significa que não estamos mais caminhando longe de Deus, seguindo o nosso próprio caminho, mas estamos caminhando em direção a Deus, seguindo o Seu caminho.

3.3 O arrependimento tem sido negligenciado nos púlpitos das Igrejas Evangélicas Brasileiras dos nossos dias. No entanto, se queremos ver um avivamento genuíno no Brasil, devemos obrigatoriamente levar o povo de Deus a um arrependimento de tantos absurdos que vemos. Temos de aprender a tomar a Bíblia como nosso padrão de vida.

As vezes somos criticados por falar abertamente contra todo misticismo neo-pentecostal que tem varrido nossa nação. Muitos são os que escrevem textos imensos atacando-nos e perguntando se estamos defendendo um tradicionalismo frio e apático. Por outro lado, vemos muitos tradicionais de igrejas que já perderam a chama do Espírito Santo há muito tempo nos questionarem sobre sermos “renovados demais para sermos Batistas”. A estes respondemos que não somos frios e apáticos em hipótese alguma e que somos sim renovados no Espírito Santo a cada dia de nossas vidas. Isto não contradiz o fato de sermos de uma Igreja Batista que é filiada à Convenção Batista Brasileira, pois é isto que o Senhor Deus quer de cada um de nós e é exatamente sobre este renovo que estamos falando aqui nesta postagem. O engraçado é que levamos ataques de ambos os lados… Tanto de um lado quanto do outro querem afirmar que estamos do lado “oposto”. Talvez realmente estejamos no “lado oposto dos dois”! Pois nem a frieza e superficialidade bem como de forma alguma o misticismo e a busca por algo a mais do que a Bíblia fala está de acordo com os designos de Deus. Nós simplesmente seguimos e defendemos o que Ele definiu como sendo a verdadeira maneira conforme devemos viver.

Quando descobrimos uma desconexão entre a maneira como estamos vivendo e o que diz a Bíblia, nós devemos mudar nossas mentes e voltar na direção de Deus! Isto, irmãos, é a verdadeira renovação espiritual. Deus vai mudar é a nossa mente! O que Ele nunca vai mudar a Sua Palavra. Ele exige o arrependimento de todos aqueles que querem estar bem com Ele. Ele exige o arrependimento de todos aqueles que querem experimentar um avivamento genuíno. Por isto, posso afirmar que avivamento envolve arrependimento e isto deve ocorrer em todas as Igrejas que se chamam pelo nome de Deus antes que Ele se desperte em Sua ira contra aquela Igreja.

3.4 Só estamos enganando a nós mesmos quando pensamos que podemos seguir nossos caminhos e ainda ter o poder e a presença do Senhor em nossas vidas e Igrejas. Para haver uma restauração e revitalização de nossas Igrejas deve sempre haver primeiro um profundo arrependimento. Lembre-se da Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-24). Ele nunca fez as coisas como o pai queria até que ele começou a ser honesto sobre seus próprios pecados. Quando chegamos ao ponto de reconhecermos que não somos limpos, podemos então ser limpos por Deus (1ºJoão 1:9). A maravilha é que antes mesmo de falarmos o que reconhecemos perante Deus, Ele, como o pai da Parábola, já nos renova imerecidamente e imediatamente. O renovo é uma ação de Deus e não nossa.

4. Um genuíno avivamento envolve MUDANÇAS (23:4-20 e v. 24)

4.1 Quando Josias, e o povo de Israel renovaram a sua aliança com o Senhor eles se arrependeram de seus pecados. Com isto, a porta estava aberta para algumas mudanças importantes ocorrerem em Israel. Vamos dar uma breve olhada nas mudanças que eles fizeram e pensar nas mudanças que temos que fazer em nossa Pátria:

4.1.1 (vv. 4-7) Eles limparam o Templo e seus arredores - o templo tinha se tornado um lugar de adoração de ídolos e de graves pecados segundo a descrição (sodomitas). Josias e o povo tiraram tudo isto da Casa do Senhor. Tudo que não era para estar lá foi destruído. Também nós precisamos fazer uma boa limpa em nossas Igrejas. Devemos remover toda idolatria humana que ali se encontra. Você pode falar que isto não existe em Igrejas Evangélicas, mas eu temo afirmar que existe e muito! Nem precisamos citar os exemplos clássicos de cópias da Arca da Aliança, Shofars, Menorahs, Estrelas de Davi, Castiçais de Ouro, Cálices de Ouro, Púlpitos de Mármore Carrara e tantos outros objetos. Não precisamos nem pensar em Imagens de “nossa senhora disto ou daquilo”, “santo isto”, “santa aquilo” ou mesmo imagens de um suposto Jesus derrotado numa cruz. Devemos pensar que também os mega-tele-evangelistas, os Best Sellers da literatura gospel, os cantores disco de platina duplo… também são ídolos que estamos colocando dentro de nossas Igrejas no lugar que deveria ser exclusivo para Deus.

4.1.2 (vv. 8-20) Eles destruíram e profanaram os templos pagãos e altares pagãos. Os lugares onde sacrifícios humanos eram oferecidos, os locais onde o culto sexual ocorria; todos os lugares onde as pessoas tinham ido para o pecado contra o Senhor e para servir a deuses-ídolos foram derrubados e completamente aniquilados. Aqui também devemos fazer o mesmo. Não falo que num primeiro momento entremos com facas, foices e tochas e queimemos todas as “igrejas” que possuem ídolos, nem que façamos uma invasão nos terreiros de macumba e centros espíritas. Porém devemos estar preparados para logo que este avivamento surja no Brasil sejamos parte daqueles que estarão prontos para também destruir de vez toda catedral de satanás que exista aqui no nosso querido país.

4.1.3 (v. 24) Todas as pessoas no reino que praticavam o ocultismo também foram repudiadas. Isto é o mesmo que Paulo escreve em 2º Coríntios 6:14 (jugo desigual). Logo de início, podemos sim evitar ao máximo qualquer relacionamento com não cristãos. Porque iríamos comprar um produto numa loja de um espírita se este mesmo produto pode ser comprado pelo mesmo preço na loja de um irmão em Cristo? Porque iríamos contratar um não crente se também temos como candidato a mesma vaga um irmão em Cristo? Porque votaríamos num candidato que visivelmente é ligado ao satanismo se temos a opção de votar num outro candidato que é evangélico? Isto é por em prática o que o versículo 24 do capítulo 23 de 2º Reis nos ensina.

Eles realmente fizeram uma limpeza total do mal que havia em toda aquela nação. Sabe aquele dia em que colocamos toda casa de pernas para o ar, jogamos água no chão e esfregamos até tudo ficar limpo novamente? Pois é! É isto que quem sofre um verdadeiro avivamento quer fazer o quanto antes tanto em sua vida, quanto em sua casa, como em sua Igreja, sua denominação e em seu País. Lembre-se que tudo isso aconteceu porque eles leram a Palavra de Deus, reconheceram seus caminhos de pecados e se arrependeram de seus pecados! A mudança sempre segue o arrependimento genuíno e esta mudança nos leva a um verdadeiro avivamento!

4.2 Nós evangélicos brasileiros atualmente não estamos em condições de mudar a nossa nação brasileira. Nós simplesmente não possuímos o poder de um genuíno avivamento para poder efetuar mudanças desse nível. Eu desejaria muito que nós pudéssemos, mas a verdade é que hoje ainda não dá! Não é a nossa causa mudar as outras igrejas ditas cristãs que nos rodeiam e que estão abandonando (ou já abandonaram) os caminhos do Senhor e enveredando por cultos estranhos ao nosso Deus. Eu desejaria muito que nós pudéssemos, mas a verdade é que hoje ainda não dá! Nós evangélicos brasileiros não estamos em posição de mudar os erros de nossas denominações (todas têm seus erros e defeitos). Eu desejaria muito que nós pudéssemos, mas a verdade é que hoje ainda não dá! O que podemos fazer é colocar nossa casa em ordem! Se cada um começasse por si mesmo, passasse por sua própria casa e finalmente levasse à sua própria Igreja em pouco tempo estaríamos em condições de mudar o Brasil!

4.2.1 Já que não podemos mudar o Brasil nas condições que estamos hoje, muitos então acham que não adianta fazer nada. Isto é um erro! Podemos examinar nossas próprias vidas e nos certificar de que tudo o que está desagradando ao Senhor seja removido dela imediatamente. Nós podemos ter uma mudança de nossas atividades, de nossos relacionamentos, de nossas práticas, etc. Tudo que não é agradável ao Senhor deve ser removido de nossas vidas. Nós podemos ter um avivamento pessoal. Você não pode mudar alguém próximo de você sem que antes mude o que está errado em sua vida! Se apenas colocássemos em prática Mateus 22:37-39 e Colossenses 3:1-17, a mudança ocorreria em nossa vida e estaríamos dando os primeiros passos em direção de um verdadeiro avivamento!

4.2.2 Após nossa mudança pessoal, nós teremos o poder para mudar a nossa igreja e cuidar que ela não resvale para o mundanismo e misticismo ou para o formalismo e frieza espiritual. Tendo uma verdadeira mudança pessoal, poderemos fechar a porta para o mal nesta Igreja. Poderemos manter a nossa integridade espiritual, tendo a nossa posição definida sobre a Bíblia, sobre as coisas de Deus e contra as coisas do mundo. Tendo a nossa mudança pessoal não teremos compromisso algum com os padrões de vestimenta, música e “adoração” de ventos de heresias que tentarem invadir nosso arraial. Poderemos ser o que Deus deseja que sejamos e nós teremos o poder de mudar tudo em nossa igreja que nos impeça de desfrutar das bênçãos e do poder de Deus! Ninguém poderá mudar nossa igreja, somente Deus através de nós, desde que nós estejamos vivenciando um genuíno avivamento! Quer mudar para o bem busque então um genuíno avivamento espiritual, porém se quer mudar para o mal não faça nada e deixe quaisquer ventos de heresias invadirem sua Igreja. Lembre-se que é cada um de nós quem vai tomar essa decisão.

4.3 Aqui está o que todos precisamos saber: Quando o genuíno avivamento vem, sempre haverá uma tendência clara para a santidade e vida piedosa. Quando o geuníno avivamento vem, a maneira como vivemos a nossa vida irá mudar e adoraremos a forma como vai ficar depois da mudança. Uma renovação verdadeira vai trazer uma profunda mudança em nossas vidas e em nossa igreja!

Porém há um princípio que não devemos esquecer. É possível pensar direito e se comportar direito e mesmo assim ainda não ser certo aos olhos de Deus! Quando um renovo verdadeiro vem, os indivíduos e igrejas serão alterados por completo! Viveremos de forma correta e vamos adorar a Deus da forma que Ele deseja. Haverá um retorno à santidade pessoal e um louvor congregacional que falará profundamente ao nosso espírito. Um avivamento genuíno certamente criará mudanças profundas e visíveis em nossas vidas!

Quando o genuíno avivamento vem, os santos não terão de ser solicitados para a obra missionária da igreja. Na verdade serão os pecadores que virão voluntariamente a nossa Igreja em busca de Jesus. Nossas igrejas serão lugares de poder e glória. Haverá uma verdadeira mudança quando a renovação espiritual vier sobre nós! O crescimento de nossas igrejas não será feito de “crentes borboletas” (que vivem pousando aqui e ali), de “crentes mal compreendidos” (que trocam de igreja porque acreditam que ninguém os entende), de “crentes ping-pong” (que ficam lá e cá o tempo todo) e nem de tantos outras formas de crentes que vemos hoje em dia. Não teremos este imenso efeito migratório que tanto ocorre nas Igrejas Evangélicas da atualidade Brasileira. Nossas Igrejas serão exatamente como Deus quer e todo aquele que experimentar este genuíno avivamento se sentirá perfeitamente adaptado a sua Igreja local.

5 Um genuíno avivamento envolve LEMBRANÇAS (23:21-23)

5.1 Entre as coisas que Josias lembrou quando leu a Palavra de Deus era o mandamento para que Israel mantivesse a festa da Páscoa, anualmente. Eles deveriam ter este momento de celebração para comemorar a libertação dada por Deus à Israel da escravidão que eles tinham tido no Egito (Ex. 12:14, 21-28). Israel não tinha mantido a celebração da Páscoa por muitos anos. Eles eram culpados, perante os olhos de Deus, de esquecerem a sua libertação e a sua redenção.

Uma das razões Israel havia caído em idolatria era que eles tinham esquecido quem eles eram, o que era esperado deles e quem era seu Redentor. Quando chegaram as bênçãos aos seus olhos, vindas do seu Deus, eles perderam a paixão por Ele. Seu amor por Deus se esfriou e eles se afastaram em pecado. Então, Josias chama o povo de volta para Deus. Ele os chama para lembrar-se de todas as coisas que eles e seus pais haviam esquecido!

5.2 Quando o genuíno avivamento vem, haverá uma forte percepção dentre o povo de Deus a respeito de quem eles são e o que eles têm em Jesus. Haverá algo queimando dentro deles, uma verdadeira paixão dentro do coração dos santos renovados que não os deixará esquecer onde eles estavam, para onde iam e o que Jesus fez por eles quando Ele os salvou pela Sua graça. Faça uma viagem mental agora mesmo e lembre-se de quem era você antes de ser tocado por Jesus. Pense no que está escrito em Efésios 2:1-10!

Quando nos lembramos e caminhamos na luz do que temos em Jesus, o Espírito Santo irá encher nossos corações com um profundo amor por Jesus. Ele vai encher nossas igrejas com Seu culto, e Seu louvor. Ele irá encher-nos com entusiasmo sobre as coisas do Senhor. Vamos queimar com uma paixão pelo amor Àquele que deu tudo para nos libertar de nossos pecados. Quando nos lembramos, enfim, teremos o genuíno avivamento!

5.3 Se havia uma igreja que estava ativa e servindo ao Senhor na época que João estava preso na ilha de Pátmos, era a igreja em Éfeso! Eles estavam ocupados e aos olhos humanos tinham todas as aparências de serem uma igreja avivada (Apocalipse 2:1-3). No entanto, Jesus se vira para eles e fala que sabia a verdade sobre eles. Eles não estavam em chamas pelo Senhor. Na verdade eles tinham crescido nas boas obras, mas de uma forma fria em seu amor por Ele (Apocalipse 2:4). O problema deles fica claro pela primeira coisa que Jesus lhes disse para fazer (Apocalipse 2:5). Ele lhes disse para “lembrar”, “arrepender-se”“pratica as primeiras obras”. Essa é a receita vinda do Senhor para a renovação daquela Igreja. Acho que isto serve para nós também! Enquanto não nos lembrarmos e voltarmos ao primeiro amor, jamais seremos genuínamente avivados.

Quando nos lembramos de quem somos e o que Ele fez por nós, não poderemos deixar de ser apaixonados por Jesus Cristo. E, apesar do que eu e você possamos pensar que é um verdadeiro avivamento, uma renovação real ainda está por vir sobre o povo de Deus no Brasil, quando cada evangélico se render ao amor a Deus e lembrar de tudo de novo isto ocorrerá! Temos de lembrar! A memória é fundamental para um genuíno avivamento.

6. Conclusão:

Aqui está o que Josias e Israel fizeram:

1.   Eles leram a Palavra de Deus;

2. Eles reconheceram os seus pecados;

3.   Eles se arrependeram de seus pecados e eliminaram as suas práticas pecaminosas;

4.   Eles atacaram as causas do seu pecado.

Quando eles fizeram isso, eles experimentaram um avivamento genuíno. Se realmente queremos avivamento, então devemos fazer o que eles fizeram. Temos de voltar ao lugar onde a Palavra de Deus é a regra e o padrão de nossas vidas. Devemos nos arrepender de nossos pecados e fazer as alterações necessárias em nossas vidas para que possamos estar em uma posição onde Deus possa nos abençoar. Precisamos lembrar o que somos e o que temos como filhos redimidos de Deus.

O Brasil está muito longe de um verdadeiro avivamento nos dias de hoje, no entanto ele pode experimentar um genuíno avivamento espiritual ainda em nossos dias, basta que cada um de nós comece agora mesmo a fazer como Josias e o povo de Israel fizeram.

Se o Senhor falou a vocês nesse artigo sobre avivamento e você quer falar com Ele sobre isso, este seria um bom momento para fazer isso. Não deixe para amanhã, você pode ser o ponto inicial de um genuíno avivamento no Brasil.

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Teologia Apologética

Por Pr. Leonardo Gonçalves
Publicado originalmente em: Púlpito Cristão

apologética cristã – um discurso em defesa das doutrinas cristas – é talvez um dos tópicos mais negligenciados pelos nossos estudiosos. Raramente consta no currículo de algum seminário e comumente se confunde com a heresiologia. No entanto, o atual quadro do cristianismo me faz pensar que poucas vezes ela foi tão necessária. Em tempos difíceis como os nossos, em que evangélicos estão dando as mãos aos católicos, espíritas e budistas em nome do “diálogo inter-religioso” e em que despontam novas espiritualidades, algumas estranhas e avessas ao evangelho de Jesus, é preciso que a liderança séria do nosso país se desperte para a necessidade de elaborarmos uma sólida apologética com a qual possamos combater as doutrinas modernas, geralmente diluídas entre filosofias ocas e relativizantes.

Uma das razões porque defendo que a teologia brasileira deve ter ênfase apologética, vem do nosso contexto histórico-cultural. Os portugueses trouxeram o catolicismo romano. Os africanos arribaram suas crenças em espíritos orixás. Os nativos contribuíram com suas crenças animistas. Isso sem falar no êxodo que houve por ocasião das guerras mundiais, quando japoneses, italianos, poloneses, alemães aportaram por aqui, cada grupo trazendo sua própria cultura religiosa, a qual se misturaria com as crenças já diluídas dos brasileiros. A verdade é que vivemos em uma nação continental onde credos e raças se confundem e exercem influencia sobre a sociedade e a religião, demandando dos pastores e pesquisadores um constante raciocínio apologético.

A segunda razão porque defendo a tese de que a teologia brasileira deve ser apologética, é a nossa obstinação em importar tendências. Historicamente acostumados a toda sorte de crenças estrangeiras, o povo brasileiro tem como praxe a “tolerância”. Na verdade, a nossa cultura se parece mais com uma grande esponja, a qual tudo absorve e incorpora, e esta tendência também pode ser vista nas igrejas. Assim, em um mesmo segmento evangélico é possível encontrar conceitos que variam da Teologia da Prosperidade ao Teísmo Aberto, e do Neopentecostalismo ao Liberalismo Teológico. É necessário que a liderança séria do nosso país seja revestida de uma percepção apologética e através de meditação e submissão à Palavra, comece a separar os alhos dos bugalhos.

A terceira razão porque defendo a elaboração de uma teologia apologética nacional é que ninguém conhece melhor a igreja brasileira do que os crentes brasileiros. Obviamente que, como muito do que acontece no cenário teológico é um déjà vu de alguma teologia que surgiu lá fora, a produção de apologistas estrangeiros é de grande importância para nós. Não podemos, porém, negligenciar o fato de que nosso país tem uma problemática própria e muitas das nossas inquietudes não perturbam os grandes mestres da apologia internacional. Lá, fala-se muito em ateísmo e evidências da ressurreição, mas aqui no Brasil o numero de ateus e de pessoas que não crêem na ressurreição é consideravelmente menor, sendo este assunto, em certo sentido, menos relevante para nós. Por outro lado, o brasileiro convive com espiritismo, reencarnacionismo e ritos africanos que se misturam com crenças cristas, mas pouca gente lá fora está preocupada com isso. Assim, ao importar todos os livros de apologética estrangeira, memorizar seus jargões e despejar aquele “grande conhecimento” sobre nossos ouvintes, corremos o risco de ser supérfluos ao ponto de responder perguntas que ninguém está fazendo.

Creio que o momento é oportuno para implantar a apologética em nossas escolas teológicas, dando a ela não um papel secundário, mas essencial na formação dos nossos teólogos e líderes eclesiásticos. Também penso que as editoras evangélicas não perderiam em investir em apologistas nacionais tanto ou até mais do que investem na tradução de obras estrangeiras, pois o que percebo é uma grande carência de estudos especializados voltados para nossa realidade nacional. Penso ainda que a popularidade dos blogs e sites que se dedicam à defesa do cristianismo em um contexto tupiniquim é a prova cabal de que jamais houve momento melhor para se investir nos apologistas nacionais.

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Imagem de Deus

Por Lysiane Boechat
Líder do Ministério de Jovens
da Igreja Batista Central de Niterói-RJ
Publicado originalmente no site da Igreja Batista Central

Se alguém olhar para sua imagem, o que você acha que essa pessoa perceberá?

Vocês já devem ter visto e ouvido em um comercial de refrigerante a frase: “Imagem não é nada, sede é tudo”. Hoje gostaria de pensar com vocês sobre parte dessa frase: “Imagem não é nada”. Será mesmo?

Vivemos num tempo onde a imagem domina: televisão, DVD, MP9, câmara digital, etc. Tudo isso é responsável por captar e repassar imagens e mais imagens. Somos bombardeados por imagens o tempo todo, imagens que sempre querem transmitir uma forma de ser e de pensar para a população em geral. É pensando na imagem, que os meninos e meninas decidem como vão usar o cabelo, a roupa, etc. Além disso, geralmente, o nosso primeiro julgamento em relação a uma pessoa acaba sendo em função do que vemos.

Por tudo isso, não dá pra negar: a imagem não é “tudo”, mas com certeza “nada” ela não é. Ah! Não é mesmo!

A Bíblia nos declara que Deus, ao criar o ser humano, pensou na imagem que ele deveria ter. Tanto é que fez homem e mulher a Sua imagem e semelhança. É isso que nos diz em Gênesis 1:27

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

O que significa ser imagem e semelhança de Deus? Essa é para você responder.

Ao ler e conhecer a palavra de Deus podemos afirmar que Deus é Santo, Amoroso e Misericordioso. O ser humano criado à Sua imagem e semelhança refletia de forma muito nítida as características de Deus. Ao ler Gênesis 3, podemos descobrir como o ser humano deixou de refletir de forma clara a imagem de Deus. Isso aconteceu porque ele preferiu fazer a sua própria vontade, ao invés de fazer a vontade de Deus.

Mas lembre que Deus é misericordioso! Mesmo o ser humano tendo pecado, ele preserva em si, ainda que em parte, a imagem e semelhança de Deus e isso se dá por meio de uma única palavrinha.

*******GRAÇA*******

A Graça de Deus age em nossa vida de forma a recuperar a imagem que foi partida, que tenha ficado fora de foco ou desbotada pelo pecado.

Que possamos refletir a imagem de Cristo em nós pela Graça do Senhor.

Para você pensar: “A imagem é muito importante desde que ela reflita um bom conteúdo”.

Para você não esquecer: Estar com Jesus Cristo reforça cada vez mais a nossa imagem e semelhança com Deus.

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Um líder que mudou a história de uma nação

Por: Rev.Hernandes Dias Lopes
Publicado em: Sola Scriptura

Neemias foi copeiro de Artaxerxes e governador de Jerusalém. Foi o reconstrutor da cidade de Davi, a cidade que passou mais de um século debaixo de escombros. Ele levantou os muros da cidade em apenas cinquenta e dois dias, apesar de escassez de recursos, do desânimo do povo e dos constantes ataques do inimigo. Qual foi o segredo desse grande líder?

1. Neemias conjugava piedade com estratégia. Quando soube que a cidade de Jerusalém estava assolada por grande miséria e o seu povo vivendo debaixo de opróbrio, Neemias chorou, orou, jejuou, mas também se dispôs a agir e ao agir, fê-lo com refinada sabedoria. Ele falou com Deus e com o rei da Pérsia. Ele buscou os recursos do céu e os tesouros da terra. Precisamos de líderes piedosos e de líderes sábios, líderes íntegros e também de líderes relevantes. Homens que tenham intimidade com os céus e sabedoria para lidar com os intrincados problemas da terra.

2. Neemias conjugava discrição com encorajamento. Quando Neemias chegou à devastada cidade de Jerusalém, nada disse ao povo até fazer uma meticulosa avaliação da situação. Somente depois, compartilhou seu plano e conclamou o povo para unir-se a ele na reconstrução da cidade. Antes de desafiar o povo para o trabalho, o líder precisa saber a dimensão da obra a ser feita. Antes de falar ao povo, o líder precisa ter uma estratégia clara em sua mente. Um líder sábio analisa os problemas discretamente antes de encorajar seus liderados publicamente. Quando o líder sabe o que precisa ser feito, e onde quer chegar e como chegar, seus liderados são encorajados a realizar a obra.

3. Neemias conjugava integridade com exortação. Os governadores que precederam Neemias exploraram o povo. Eram líderes que se serviam das pessoas em vez de servi-las. Neemias interrompe essa cultura de corrupção e exorta os abastados a socorrer os necessitados. Ele exortou com autoridade, porque sua integridade era à base da sua liderança. Por temor a Deus, não usou seu posto de liderança para auferir vantagens pessoais, mas para servir ao povo com maior abnegação. A vida do líder é a vida da sua liderança. A integridade do líder é à base da sua autoridade para exortar seus liderados.

4. Neemias conjugava oração com trabalho. Neemias foi um homem de oração e de ação. Ele orava e agia. Ele confiava em Deus e trabalhava. Ele orou ao saber do problema de Jerusalém. Ele orou ao falar com o rei Artaxerxes. Ele orou diante dos ataques do inimigo. A oração era a atmosfera em que realizava sua obra. Ele entendia que a obra de Deus precisava ser feita na força de Deus, de acordo com a vontade de Deus e para a glória de Deus. Neemias acreditava que Deus é quem abre as portas, provê os recursos, desperta o povo, livra do inimigo e dá a vitória. A intensa agenda de oração de Neemias, entretanto, não fez dele um líder contemplativo, mas um homem dinânimo, um gestor competente, um estadista que reergueu sua cidade dos escombros.

5. Neemias conjugava o ensino da Palavra com planejamento estratégico. Neemias foi um líder fiel às Escrituras. Ele convocou o povo para voltar-se para a Lei de Deus e fez não apenas uma reforma estrutural e política em sua cidade, mas também uma reforma espiritual. Por outro lado, Neemias foi absolutamente estratégico nesse projeto. Ele colocou cada pessoa no lugar certo, para fazer a coisa certa, com a motivação certa. Ele motivou e mobilizou todas as pessoas: homens e mulheres, pobres e ricos, sacerdotes e comerciantes, agricultores e ourives. Ninguém ficou de fora. No seu planejamento havia trabalho para todos e foi a união de todos, trabalhando na mesma direção, com a mesma motivação, que redundou em vitória tão esplêndida. Que Deus levante entre nós líderes da estirpe de Neemias!

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IURD e IMPD são seitas, diz Igreja Presbiteriana

Por:Felipe Pinheiro
Publicado originalmente no site: Guia-me

“Seja eu, você, o bispo Macedo ou qualquer um de nós estamos sujeitos a nos enfermar”, afirma reverendo presbiteriano ao explicar doenças que afetam os cristãos.

Ludgero critica autoridades espirituais que não são questionadas. "A Bíblia diz claramente que quando um profeta fala os outros devem julgar", afirma.

A restrição que pastores e teólogos já faziam a respeito da teologia pregada pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) foi assumida de forma oficial pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). A denominação de Edir Macedo foi considerada seita pela congregação histórica.  A Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago - dissidente da Universal -, entrou  na mesma classificação.

“Essas igrejas não têm nenhuma preocupação quanto a fundamentação bíblica de suas crenças. É muito mais Deus me revelou, Deus me falou, do que propriamente uma consistência exegética, hermenêutica, de um estudo mais detalhado das escrituras. É muito mais catolicismo do que protestantismo”, justificou o reverendo Ludgero Bonilha Morais, secretário executivo do Supremo Concílio da IPB.

Em entrevista ao Guia-me, Ludgero explicou por que a igreja que não faz re-batismos decidiu desconsiderar o ritual de arrependimento realizado por João Batista que é feito pelas duas denominações neopentecostais.

“Nós entendemos que determinados batismos não ocorreram, eles utilizaram-se de uma gíria evangélica, mas o batismo efetivamente não aconteceu”, disse o reverendo.

Em comum entre as duas igrejas está a defesa da Teologia da Prosperidade, que ganhou força no Brasil na década de 1980. Denominações como Verbo da Vida e nomes como Valnice Milhomens propagaram os ensinos da confissão positiva no país.

Guia-me: Foi definido na última assembleia do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) que as igrejas Universal do Reino de Deus e Mundial do Poder de Deus são seitas. O que levou a IPB assumir essa decisão? Por que elas são consideradas seitas?

Rev.  Ludgero: Por causa dos estudos que nós fizemos quanto a teologia dessa igreja [Universal]. É uma igreja que tem uma ênfase desproporcional em relação às pessoas da trindade, a dificuldade que sem tem em relação a singularidade das Escrituras, a defesa quanto ao aborto. São coisas dessa natureza.

Guia-me: Foram consideradas seitas apenas essas duas: Universal e Mundial?

Rev.  Ludgero: A Mundial por causa da ênfase exagerada de revelações extra-Escrituras e uma ênfase muito grande na questão do milagre em detrimento da mensagem do Evangelho.

Guia-me: Essa decisão também inclui a doutrina da Teologia da Prosperidade?

Rev.  Ludgero: Sim, também.

Guia-me:  A Teologia da Prosperidade ganhou uma força muito grande nas décadas de 1980 e 1990 no Brasil com igrejas como Verbo da Vida e nomes como a apóstola Valnice Milhomens. Por que só agora a IPB tomou essa iniciativa?

Rev.  Ludgero: Porque a Igreja Presbiteriana é muito consistente. As decisões do Supremo Concílio acontecem de quatro em quatro anos e nós não tomamos decisões precipitadas. Elas são estudadas, analisadas. Essas igrejas que estão acontecendo agora não têm declarações confessionais escritas.  Muitas dessas afirmações são simplesmente verbais.

Um pastor de uma determinada igreja como essas diz alguma coisa no sul, e um outro pastor da mesma igreja diz outra coisa completamente disparatada no norte. Nós não temos uma consistência nas declarações. Por isso a gente espera que as igrejas se afirmem através de documentos, livros, publicações. Ao aguardar esses livros, evidentemente demora para firmarmos uma posição que já sabemos mas não podemos provar porque não tem uma documentação a respeito.

Guia-me: Mesmo que não tenham uma documentação, essas igrejas – desde Kenneth Hagin até Benny Hin – se baseiam biblicamente para justificar as suas crenças. A decisão da IPB seria um esforço para conter esse movimento de fé que conquista cada vez mais fiéis?

Rev.  Ludgero: Essas igrejas não têm nenhuma preocupação quanto a fundamentação bíblica de suas crenças. É muito mais Deus me revelou, Deus me falou, do que propriamente uma consistência exegética, hermenêutica, de um estudo mais detalhado das escrituras. É muito mais catolicismo do que protestantismo.

Absolutamente não queremos conter ninguém. O fato é que não estamos preocupados com eles, mas com gente que vem dessas igrejas e que desejam se tornar membros da Igreja Presbiteriana. Como é que vamos recebê-los? É aí que nos preocupamos.

Guia-me: Vocês chegaram a decidir algo sobre outras denominações neopentecostais?

Rev.  Ludgero: Não. Somente essas duas.

Guia-me: Qual a opinião da IPB a respeito das denominações que acreditam num processo de cura interior, de que o crente precisa ser liberto do que ele fez antes de se converter?

Rev.  Ludgero: O que nós cremos é que no momento que uma pessoa aceita a Cristo como seu salvador, as coisas velhas se passam e eis que tudo se faz novo. Essas maldições hereditárias, essa bobajada toda que está sendo proclamada ultimamente, tem muito mais a vê com um conceito equivocado da obra perfeita e acabada de Cristo do que qualquer outra coisa.

Quando a obra de Cristo é aplicada na vida do crente, a Bíblia diz: – Para esse não há mais condenação. As coisas velhas passaram. Os pecados anteriormente cometidos foram todos perdoados, limpados e não há mais do que tratar desse assunto.

Guia-me: O que o senhor pensa a respeito de influenciar o mundo físico a partir do mundo espiritual, quando por exemplo é declarado a passagem de Isaías 53:5 – “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”?

Rev.  Ludgero: Veja só, o fato é o seguinte: Todos os seres humanos crentes, por mais piedosos que sejam inclusive, morrerão de alguma enfermidade. O sujeito está com 90 anos, ele morre da falência dos seus órgãos. Então a enfermidade é parte da queda da raça humana. O crente é salvo, mas, no entanto, não é colocado debaixo de uma redoma, ele não está protegido das intempéries da existência. Existem enfermidades que têm uma gênese num determinado pecado específico. O sujeito cometeu um determinado pecado,ele pode se enfermar por causa daquilo.

Agora existem várias enfermidades que não tem absolutamente nada a ver com questões propriamente de pecados específicos. O sujeito deu uma topada no degrau de uma escada e quebrou o dedão, não obrigatoriamente que isso seja relacionado a uma queda espiritual.  Ele pode sofrer um acidente, ficar gripado, morrer de câncer e assim por diante. Isso faz parte de que nos vivemos de um mundo em queda. O pecado afetou a todos. Nós somos salvos, mas a nossa salvação se completa somente na glorificação. Paulo diz isso claramente na carta aos Romanos, que aquilo que é mortal não pode herdar a imortalidade, aquilo que é corruptível não pode  herdar a incorruptibilidade.

Portanto, seja eu, você, o bispo Macedo ou qualquer um de nós estamos sujeitos a nos enfermar.

Guia-me: Na sua opinião,  a Igreja evangélica brasileira cresce de forma saudável à luz das Escrituras ou é apenas algo quantitativo?

Rev.  Ludgero: Há muito mais quantidade do que qualidade. O fato é o seguinte: a Igreja evangélica no Brasil hoje está muito mais influenciada por esses líderes carismáticos que passam a ter uma hegemonia sobre a Igreja. A Bíblia diz claramente que quando um profeta fala os outros devem julgar. Então esse tipo de julgamento, esse critério da Igreja, claro que só uma Igreja amadurecida pode fazer isso, não está acontecendo nos nossos dias.

Infelizmente há muita gente entrando para as igrejas neopentecostais mas sem nenhum conhecimento da Palavra de Deus. Não há um estudo sério da Bíblia. São pessoas praticamente ignorantes quanto a Palavra de Deus mas se fiam muito naquilo que o profeta ou o apóstolo falou. É essa coisa de autoridade espiritual sem questionamento.

Guia-me: Tanto que é bastante comum a pessoa se converter numa igreja neopentecostal e acabar migrando para uma denominação com mais solidez bíblica.

Rev.  Ludgero: Sim. É por isso a decisão do Supremo Concílio. Muitas pessoas estão vindo para a nossa igreja, da Igreja Universal, da Igreja Mundial da Graça. Muitas pessoas.

Guia-me: Por que foi decidido que o batismo dessas igrejas não seria válido?

Rev.  Ludgero: Nós não rebatizamos. Nós entendemos que determinados batismos não ocorreram, eles utilizaram-se de uma gíria evangélica, mas o batismo efetivamente não aconteceu. É como acontece, por exemplo, com o nosso conceito em relação ao batismo católico romano. Nós não rebatizamos, nós batizamos.

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Em que fila você está?

Mateus 6:33-34 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.


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EU SOU x eu sei

Por Fernando Khoury
Publicado originalmente em: Atelier das Ideias

Queridos irmãos. Amada igreja. Pedi permissão ao pastor para contar para vocês um testemunho maravilhoso que aconteceu comigo: há um mês atrás, numa segunda-feira aparentemente normal, eu acordei cedo, super cansado. Peguei meu carro zero, que havia acabado de comprar, e, no caminho pro trabalho, perdi o freio e acabei dando de cara com um poste. Amassou tudo. Perda total do automóvel. Perda total da coluna. Fui encaminhado imediatamente para o hospital, e até hoje preciso dessa cadeira de rodas para me locomover. Nada de extraordinário aconteceu. Nenhuma cura milagrosa ocorreu. O seguro até hoje não me pagou. Então, meus irmãos, eu estou aqui para agradecer a Deus por isso tudo. Obrigado, Senhor, por um mês tão ruim e cheio de problemas, e por que nenhum anjo me livrou desse mal”.

Foi ontem, no culto de quinta-feira, que ouvi esse estranho testemunho dado por uma pessoa de aparência bastante simples. Nem preciso dizer que nem um irmão aplaudiu. Nem um irmão ficou emocionado… nem um irmão chorou. Muitos até ficaram com pena do sujeito, mas foi só. Na realidade, todos acharam uma grande loucura aquele testemunho.

O que ninguém percebeu é que o testemunho daquele irmão era o tipo de testemunho mais verdadeiro e sincero que pode existir. Isto porque é quando as coisas vão de mal a pior – e nada dá certo – que realmente podemos medir nossa gratidão a Deus. Esse é o melhor termômetro.

Você tem um coração grato a Deus? Você agradece a Deus por tudo, independente do que aconteça? Cuidado, muito cuidado ao responder essa pergunta. Porque a verdade é que nós, muitas vezes, só sentimos um profundo agradecimento a Deus quando as coisas acontecem do jeito que esperamos. É triste, mas é verdade.

E é justamente aí que está o problema. Sabe por quê? Porque quem só consegue agradecer a Deus quando as coisas acontecem da forma esperada, não tem esperança em Deus. Pelo contrário: quem age assim tem esperança em si mesmo, nos seus próprios planos e nos seus próprios sonhos.

De fato, eu só tenho condições de medir minha real gratidão a Deus quando as coisas acontecem de modo diferente do que penso, espero ou programo. Só nessa situação é que poderei dizer, com cem por cento de certeza, se sou realmente grato a Deus por todas as coisas que me acontecem. Só aí é que poderei dizer que realmente confio na vontade de Deus como sendo a melhor, mesmo que seja contra a minha vontade.

Aprender a confiar em Deus pode parecer fácil, mas não é. É um exercício árduo e diário. Quando dizemos com nossas bocas – ou com nossos corações – “Senhor, coloco minha vida em suas mãos”, Ele cuida de nós, não tem jeito. Mesmo que as circunstâncias O acusem dizendo que Ele não está cuidando, ou mesmo que nossos olhos O acusem ao ver que as coisas não estão caminhando como planejamos ou da forma que julgamos ser boa e adequada.

O grande problema é que temos a tendência de pensar que, se Deus cuida de nós, nenhum mal vai nos acontecer. É por isso que tem muito cristão que não compreende o tipo de testemunho dado por esse irmão. É por isso, também, que tem muito cristão dizendo por aí que “crente que é crente não fica deprimido, não contrai doença…”. Que grande besteira. Que evangelho medíocre esse que tem sido pregado.

Experimente falar isso para uma mãe fiel a Deus que ora dia e noite pela cura de seu filho e, mesmo assim, tem de vê-lo morrer de câncer. Ou que tal dizer isso a um servo do Deus altíssimo que, por circunstâncias tristes e aflitivas da vida, entra em profunda depressão?

O que esses “profetas” do século XXI não sabem é que Deus não nos poupa DO sofrer; Ele nos poupa NO sofrer. É verdade. Deus não nos exclui do sofrimento. Ele prefere se incluir no sofrimento junto conosco, ao nosso lado, porque isso nos faz crescer e aprender a confiar nEle.

Sim, a confiança genuína em Deus é um exercício árduo e diário, porque envolve dor e renúncia. Já imaginou se Deus nos desse um cronograma completo e um mapa detalhado, mostrando com antecedência tudo que Ele faria em nossas vidas, bem como o tempo e o modo como as coisas aconteceriam? Nós jamais iríamos ter confiança genuína nEle. Se Deus agisse assim, nós acabaríamos por confiar muito mais no plano detalhado ou no cronograma completo do que propriamente nEle.

Confiaríamos nos acontecimentos vindouros, e viveríamos o presente em função do futuro, pois saberíamos de antemão que, numa determinada data, algo iria acontecer. Isso não é viver. Isso não é confiar. Isso não é esperar. Enfim, isso não é crer.

Que se esclareça de uma vez por todas: não existe confiança no campo da visão. São conceitos contraditórios entre si, pois quem vê não confia. Quem vê, sabe. Quem vê não espera; quem vê tem conhecimento que algo vai acontecer. É bem verdade que ver um plano detalhado de Deus para minha vida pode até me proporcionar descanso, mas não porque tenho confiança nele, e sim porque EU SEI… porque tenho conhecimento, informações e notícias do que vai acontecer.

E sabe de uma coisa? Deus não costuma dar informações. E quando dá, não as dá com muitos detalhes. Deus não trabalha com notícias; Deus trabalha com promessas. Muitas vezes, Deus prefere dizer que vai fazer sem dizer o que ou como vai fazer. Deus prefere as promessas, porque promessas exigem de nós confiança em seu caráter, esperança na sua provisão e crença em seu cuidado.

Você está descansando no EU SOU, ou está descansando no EU SEI? O que tem te proporcionado descanso na alma? O que você tem visto ou em quem você tem crido?

Se é o que você vê que te faz acreditar e confiar em Deus, sinto de decepcionar: você não acredita nem confia nEle, mas na sua própria visão. A perspectiva é a inversa. A fé que eu tenho em Deus é que deve me fazer ver as coisas acontecendo. Se eu vejo para poder crer, eu não creio. Se eu creio, eu posso ver.

Nós temos que aprender a crer em Deus e a ter um coração grato a Ele independente de ver ou não as coisas acontecendo. Se as coisas acontecem, eu sou grato a Deus. Se as coisas não acontecem, eu também sou grato a Deus. Quando confiamos, entregamos. Entregamos nossas preferências, nossos desejos, nossos sonhos. Abrimos mão que as coisas aconteçam do jeito que a gente quer.

Por isso, não nos surpreendamos mais com tal tipo de testemunho. Deus não depende de acontecimentos extraordinários, ou de milagres, ou seja lá do que for para existir e se fazer presente. Deus está na maior de todas as curas, e também está na maior de todas as perdas. Deus não precisa de circunstâncias favoráveis para mostrar que está ao nosso lado, cuidando de nós. Lembre-se: Deus não nos dá o mapa. Ele fala apenas o essencial para que continuemos caminhando. E em sua voz nós cremos. E pela nossa crença, nós vemos.

João 8:58 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.

João 20:29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

João 20:29

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Quando a vida parece não sorrir para você

Por: Rodrigo A. Oliveira
Publicado Originalmente em: O Vento Sopra a Direção

Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando à empresa, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. O dia já está piorando. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Suas vizinhas estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: “Aconteceu tão rápido”, ele diz, “que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos.”

Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: “Eu não entendo a sua atitude”, ela diz. “Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!” Com essas palavras, ela sai do quarto.

Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: “Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seus bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!” Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.

De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiura do seu rosto e corpo, e saem correndo. “Nunca vi nada tão feio”, uma delas comenta.

Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. A própria esposa foi contra este homem de Deus, e disse: “Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).

O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida. Afinal de contas, “no mundo tereis aflições”.

Talvez o ponto principal do livro é o simples fato que pessoas fiéis a Deus ainda sofrem nesta vida. O primeiro versículo do livro já define, do ponto de vista de Deus (veja, também, Jó 1:8) o caráter de Jó: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gênesis 3:16-19), aprendemos em vários trechos bíblicos que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas. Jó, um homem íntegro, sofreu imensamente. Paulo, um servo dedicado ao Senhor, sofreu muito mais do que a grande maioria dos ímpios (2 Coríntios 11:23-27). Mesmo quando ele pediu a Deus, querendo alívio de algum problema, Deus recusou seu pedido (2 Coríntios 12:7-9). Mas, não devemos estranhar com isso, pois Jesus Cristo sofreu na carne (Hebreus 2:9-10,18). Os que servem a ele sofrem também.

O propósito de Satanás fica bem claro nos primeiros dois capítulos de Jó. Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus. Ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo. Depois, ele foi tão ousado que desafiou o próprio Jesus, usando todas as tentações imagináveis para vencê-lo (Mateus 4:1-11). O diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente quando tudo vai bem na vida podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal. Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave. Tais sofrimentos na vida são, freqüentemente, o motivo de abandonar a Deus. Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela (Jó 2:9) vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades na vida. Jó não sabia a fonte de seu sofrimento. Às vezes, nós não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas, podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e afastemos de Deus.

Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento, “e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo” (Jó 2:11). Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. A mesma coisa acontece hoje. Quando alguém sofre de um problema de saúde, outras pessoas tendem falar sobre algum caso triste de alguém que teve a mesma doença e morreu. Quando uma pessoa amada morre, muitas pessoas procuram confortar a família com palavras insensatas e até mentirosas. É melhor falar umas poucas palavras com compaixão do que falar muito e entristecer a pessoa mais ainda. Quando sofremos perda, é melhor procurar conselho na palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.

Quando sofremos, é natural perguntar: “Por quê?”. Jó fez isso (Jó 3:24). Habacuque fez a mesma coisa (Habacuque 1:3). Milhões de outras pessoas têm feito a mesma pergunta. É interessante e importante observar que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Pode ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontrará uma resposta completa de Deus à pergunta dele. Durante boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos ponderar o problema. Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. A partir do capítulo 38, Deus afirma que o homem, como mera criatura, não é capaz de entender muitas das coisas de Deus, e não é digno de questionar a sabedoria divina. Jó entendeu a correção de Deus, e respondeu humildemente: “Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei” (Jó 40:4-5). Jó pediu desculpas a Deus por ter duvidado da justiça e da bondade do Criador: “Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia… Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:3,6).

O sofrimento desta vida é temporário. O sofrimento de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou, e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas. A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Vivendo na época da nova aliança de Cristo, nós temos uma grande vantagem. Temos uma esperança bem definida de uma recompensa eterna no céu (Hebreus 11:13-16,39-40; 12:1-3; 13:14). Qualquer sofrimento é pequeno quando o colocamos no contexto da eternidade.

Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que ou não conhecem ou não aceitam a Palavra do Pai. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estêvão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Por vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).

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Carta aos futuros pais

Por: Israel Belo de Azevedo
Pastor da Igreja Batista de Itacuruça na cidade do Rio de Janeiro-RJ
Publicado originalmente em: Prazer da Palavra

Salmo 127:3 Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá.

Ser pai é algo tão essencial que deveria ser ensinado nas escolas.

As igrejas também têm uma responsabilidade neste campo, sobretudo porque nelas, diferentemente do que acontece nas escolas, pais e filhos chegam juntos e permanecem juntos os próximos, cantando as mesmas canções e ouvindo as mesmas mensagens.

Neste contexto, então, dirigijo-me, não ao pais, mas aos filhos como futuros pais. Inspira-me um diálogo que travei com um de nossos irmãos.
Próximo de ser pai, perguntei-lhe:
— Preparado para ser pai?
– Não. Aliás, nem conversei com meu pai sobre isto, sobre ser pai.

Por isto, escrevo esta breve carta aos filhos.

1. Tenha em mente que, se tudo correr bem, você vai ser pai (seja pai biológico, nascido do seu relacionamento com a sua esposa, ou pai do coração, por adotar um filho que outro casal deu à luz).

Por que os seus pais se tornaram pais?

Possivelmente porque o relacionamento dele com a esposa dele de tal modo se tornou maduro que um filho passou a ser pensado e acabou sendo concebido como uma coroa para este relacionamento, como resultado, pois, da maturidade conjugal. Chegou um momento em que os dois entenderam que se completariam com um bebê em casa. Por isto, você nasceu.

Ser pai é uma questão de amor. De amor a dar. As crianças nascem porque seus pais querem dar amor. A paternidade humana é uma imitação da paternidade divina. Deus nos concebeu porque tinha amor para nos dar.

Este amor se evidencia também no desejo do companheirismo. É como se seus pais, num momento da vida, dissessem um para o outro, parodiando o Criador (Gênesis 2.18): não é bom que estejamos sós; vamos fazer um filho para que seja nosso companheiro.

Estas são razões altruístas (de “alter”, “altru”, outro). Há razões egoístas, mas não necessariamente condenáveis, como os desejos de perenização e de proteção. Os pais são pais também porque querem que se seus filhos continuem suas vida (ou famílias ou sobrenomes) e administrem seus patrimônios. Estas motivações, por exemplo, estavam claras no desejo de Abraão em ser pai (Gênesis 15.2) e na declaração do salmista, que cantou:

Salmo 127:5 Como é feliz o homem que tem a sua aljava cheia deles! Não será humilhado quando enfrentar seus inimigos no tribunal.

Há ainda outras razões e elas são um bom motivo para você conversar com seu pai. “E aí, pai, por que eu vim ao mundo?”

2. Lembre-se que você vai ser como pai o filho que você tem sido. Você está sendo preparado para ser pai.

O jeito de ser pai do seu pai está formando em você o seu jeito de ser pai. O curso da paternidade dura a vida toda. Mesmo que o seu pai esteja morto, ele ainda lhe ensina.

Reconheça que está aprendendo a ser pai com o seu pai, enquanto anda com ele, enquanto come com ele à mesa, enquanto o observa.

Valorize o seu pai, se o tem, enquanto o tem. Se ele for afetuoso, retribua. Se ele é meio durão, quebre o cara com o seu afeto. Elogie seu pai. Beije seu pai. Presenteie seu pai. Honre seu pai. Dê flores para o seu pai.

Se o seu pai tem defeitos, aconselhe-o e procure ajuda-lo na superação do problema. Compreenda os motivos de suas ações, mesmo que não concorde com elas. Tenha paciência com ele. Não desista dele. Tenho um amigo cujo pai é alcoólatra, mas ele sempre ora pelo pai, visita o pai. Eles moram em cidades diferentes e um dia destes, no aniversário, seu pai o surpreendeu, por ir visita-lo. “Foi o céu” — disse-me meu amigo. “Eu tenho esperança que um dia ele se converta”.

Se for o caso, critique-o, para si mesmo, para ser diferente dele. Absalão criticava Davi… para ser igual a Davi. Ao contrário, diga, por exemplo: “meu pai é autoritário, mas eu não o serei”. Ou: “meu pai não liga para mim, mas eu serei diferente com meu filho”.

Em todas as circunstâncias, ouça o seu pai, como Paulo escutava a Timóteo, seu filho espiritual (1Timóteo 1.18). Peça a sua opinião. Ele vai amar ser consultado. Pergunte-lhe sobre o que faria diferente hoje como pai, que decisões seriam outras agora.

3. Não se esqueça que, quando for pai, haverá papéis na vida do seu filho que só você poderá desempenhar. Um deles é o de homem.

Na sua formação, seu filho precisará de uma boa imagem da figura masculina. Por mais dedicada que seja, uma mãe não preenche o papel de homem por lhe faltar competência… Um homem ausente será uma ausência que ninguém preencherá, com conseqüências para o resto da vida.

Desempenhe seu papel masculino. Seja forte. Seja presente. Seja firme. Seja decidido. Seja líder. Seja forte, mas não autoritário. Seja presente, mas não invasivo. Seja firme, mas não grosso. Seja decidido, mas não ignorante. Seja líder, mas não déspota. Seja forte e abrace. Seja presente e sensível. Seja firme e carinhoso. Seja decidido e ouvinte. Seja líder e servo.

Seu filho precisará de uma boa imagem da figura masculina. Sobretudo, ele precisará do seu convívio como homem. Deus fez os homens e as mulheres à sua imagem e semelhança, para que os homens formassem outros homens à imagem deles e para que as mulheres formassem outras mulheres à imagem delas.

As mulheres têm desempenhado muito bem o seu papel, mas o mesmo não se pode dizer dos homens, porque muitos terceirizaram suas funções para as mulheres.

Quando você for pai, seja uma referência a ser seguida.

Uma das formas de ser esta referência é harmonizando seu tempo, para ter tempo para desfrutar a amizade do seu filho. Para que você o teve? Você disse que foi para dar amor, e não se dá amor, apenas trabalhando, trabalhando, trabalhando, para comprar coisas e pagar contas. Você disse que teve um filho para ter um companheiro, mas não desfrutará companheirismo com um filho dormindo, mas acordado, em casa com você, no parque com você, na praia com você. Na viagem com você.

Harmonize seus interesses. Todo dia ficamos sabendo de pais que “esquecem” filhos no banco de trás do carro enquanto se divertiam em alguma balada. Harmonize seus interesses com os interesses do seu filho. Não vá embora enquanto seu filho discute com os doutores no templo, como fizeram os pais de Jesus (Lucas 2.46). Pegue o seu álbum de sua infância. Como será o álbum da infância dos seus filhos? Onde você estará na foto? Que seja tirando a foto, mas que seja empurrando o balanço do seu filho, que seja rolando na grama com ele, que seja brincando de esconde-esconde.

4. Saiba que seu filho vai ver Deus por seu intermédio. Que Deus verão vendo você?

Foi assim com vários pais da Bíblia, de Isaque com relação ao pai Abraão e de Jacó com o pai Isaque.
Você será é o guia espiritual dos seus filhos.
Aprenda hoje a Bíblia para poder ensina-la amanhã.
Eles escolherão seus próprios caminhos, mas esta escolha terá muito a ver com o que você lhes preparou.
Não seja como Moisés que se esqueceu de circuncidar seu filho (Êxodo 4.25), uma tarefa que era dele e somente dele. A liderança espiritual de seus filhos será sua e somente sua.
Aprenda hoje histórias para contar amanhã para seus filhos.
Ore hoje pelos filhos que um dia vai ter.
Afinal, “os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá” (Salmo 127.3).

***
Israel Belo de Azevedo é Bacharel em Jornalismo, mestre em Teologia, doutor em Filosofia, autor de livros, como O Prazer da Produção Científica e Olhar de Incerteza. É o pastor da Igreja Batista de Itacuruça, na cidade do Rio de Janeiro e o diretor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (também na cidade do Rio de Janeiro).

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Céu ou Casa?

Apocalipse 21:05-22:05 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Do lado do levante tinha três portas, do lado do norte, três portas, do lado do sul, três portas, do lado do poente, três portas. E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro. E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais. E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo. E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro. E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista. E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente. E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. E a ela trarão a glória e honra das nações. E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. E MOSTROU-ME o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.

1. Introdução

Vamos conversar sobre um lugar chamado Céu. Peço desculpas pelo tamanho do texto base, mas era necessário. Você pode estar falando: “o Céu é mais do que um lugar“. Claro, todos nós sabemos que o céu é mais do que apenas um lugar. Céu é a casa do nosso Deus Todo-Poderoso. É a casa do nosso Senhor Jesus Cristo. É a terra gloriosa, onde os remidos irão passar a eternidade. É o lugar para onde todos nós queremos ir. (Será?)

Apesar de a maioria da população mundial imaginar o Céu como um lugar maravilhoso, se você prestar atenção no que a maioria das pessoas falam, você verá que elas não estão tão ansiosas assim para chegar ao Céu. Quando a doença chega, vemos elas fazendo tudo que podem para ficar aqui mais tempo. Chamam os médicos. Pedem à igreja para orar. Apelam ao Senhor para ajudar a ficar melhor. Até mesmo exigem de Deus a cura para as doenças.

Isto acontece porque nós amamos essa vida aqui, sempre achamos que temos algo a mais para fazer e queremos ficar mais tempo na Terra. Isso é compreensível! Mas os verdadeiros cristãos sabem que no segundo em que fecharem os olhos em definitivo aqui na Terra os abrirão na presença de Deus, verão a Jesus o Salvador e Senhor de suas vidas, estarão em fim em Casa.

Em 1540 um homem chamado Philipp Melanchthon ficou doente e claramente se aproximando da morte. Seu amigo e companheiro na reforma protestante, o Ex-Padre Martinho Lutero, veio vê-lo. Percebendo que seu amigo estava lá, Melanchthon disse: “Lutero, porque veio aqui? Por que você não me deixe partir em paz? ” Este deve ser o pensamento de um homem que quer chegar logo em Casa, que tem a certeza absoluta que tem a salvação eterna em Jesus Cristo.

Não sei sobre vocês, mas eu também estou ansioso para ir para casa. “Porque?” – perguntaria alguém. A resposta pode ser vista numa pequena visão de como será o nosso futuro. Abramos nossas mentes para o que a Bíblia tem a dizer sobre um lugar chamado Céu. Hoje você pode chamá-lo de Céu, mas um dia, os salvos irão chamá-lo de Casa. Esse é o pensamento que me fez escrever este texto de hoje. Pense nas maravilhas dessa cidade enquanto conversamos sobre o lugar que alguns chamam de Céu, mas eu chamo de Casa.

2. O portão da Cidade

O Senhor Jesus começa este texto lembrando-nos que Ele ainda está e sempre estará no controle e que Ele está prestes a fazer tudo novo. Assim como Ele fez essa promessa Ele irá cumprir! Basta o Senhor dizer: “Está feito!” Esta simples declaração, pronunciada por Deus dará um fim a este mundo com toda a agitação e lutas e dará início a este novo lar, com toda a sua glória e esplendor.

Assim como num trailer de um filme, Jesus compartilha uma pequena amostra das maravilhas do Céu conosco, o primeiro lugar que o Senhor revela é o portão da cidade, pois só através deste é que poderemos entrar em casa.

2.1 Quem pode entrar pelo portão (versículos 6 e 7)

Este portão permite a entrada daqueles que tomaram “da água da vida“. Ele permite que aqueles que são “os vencedores” entrem. Esta é uma declaração clara de que o céu está aberto apenas para aqueles que estão em um relacionamento de fé pessoal com o Senhor Jesus Cristo. Afinal, Ele é a “água da vida” (João 7:37-38; Apocalipse 22:17). E, é a nossa fé n’Ele que nos faz “mais que vencedores” (Romanos 8:37; 1 João 5:4).

Quem entrar no Céu vai desfrutar de uma herança perfeita (Romanos 08:17, 1 Pedro 1:3-5); e vai desfrutar uma profunda intimidade com seu Pai (1 João 3:1-3).

Em termos muito simples, para que ninguém ache que é Pedro que tem a chave do Portão do Céu, o portão para o céu é na verdade o próprio Senhor Jesus (Mateus 7:13-14). Ele é a porta para a vida (João 10:9). A chave que abre o portão é simplesmente crer nEle pela fé e assim ser salvo (João 14:6, Atos 04:12, Atos 16:31). Rejeitá-lo é ser lançado no inferno (João 8:24, 1 João 5:12). Não existe qualquer outra chave a não ser crer. Ninguém a não ser Jesus tem o poder de fazer-nos entrar no Céu. Nada além da fé nEle pode fazer-nos entrar no Céu.

Isto faz-nos pensar sobre inúmeras dificuldades que tem sido criadas para se chegar ao Céu. Tem gente que crê que deve fazer penitência, outros que devem se confessar com um padre, bispo, papa, outros que devem ser ungidos com este ou aquele óleo, ainda existem os que crêem que é através das boas obras realizadas pelas suas próprias mãos e ainda alguns evangélicos que pensam que primeiro temos que ter arrependimento, depois mudança de vida, como terceiro passo confissão dos pecados, como quarto passo um testemunho de vida transformada, quinto passo dar o dízimo, etc. para enfim poder ser salvo.

Irmãos, a salvação é pela graça e de graça! Não precisamos fazer absolutamente nada além de crer nisto! Só Jesus pode nos salvar. O arrependimento, a mudança de vida, as boas obras, o dízimo… são conseqüências da salvação e não condições. Não existe condição. Falar que existe algo que nos é necessário para ser salvo além de crer, é querer dificultar a salvação! É impedir que alguém se chegue ao Portão do Céu (Jesus) e possa entrar. (Atos 16:30 e 31)

2.2  Quem não pode entrar no Céu (versículo 8 )

Algumas pessoas não terão permissão para entrar nesta cidade, eles serão mandadas para o lago de fogo e enxofre. Vamos examinar a lista de quem vai ser banido do céu:

2.2.1 Os Tímidos – Aqueles que ao invés de terem o temor ao Senhor tiveram medo do que o homem poderia fazer contra eles. Pessoas que tomaram conhecimento do Caminho, Verdade e Vida, mas sabendo dos riscos, perseguições, blasfêmias, dificuldades… que poderiam sofrer aqui na Terra, preferiram temer ao homem e negaram sua fé. (Hebreus 13:6)

2.2.2 Os Incrédulos – Aqueles que se recusaram a crer em Jesus Cristo e recebe-lO como Salvador e Senhor de sua vida ( João 8:24). Estes são pessoas que tomaram conhecimento sobre qual era O Caminho, A Verdade e A Vida e preferiram continuar a acreditar em outras religiões. Não são tímidos que abandonaram a fé por medo, estes voluntariamente escolheram outros caminhos.

2.2.3 Os Abomináveis – Pessoas que se entregaram a vidas totalmente longe dos designos de Deus. Aqui inclui-se os canibais, os esquartejadores, os estupradores e tantos outros criminosos brutais.

2.2.4 Os Homicidas – Aqueles matam outras pessoas. (João 8:44)

2.2.5 Os Fornicadores – Também chamados em algumas versões de Devassos – São aqueles que se entregaram à todo tipo de perversão sexual. Resumidamente, qualquer um que pratica relações sexuais fora do casamento dentre um homem e uma mulher realizado sob a bênção de Deus e segundo a lei vigente em cada país e em cada época.

2.2.6 Os Feiticeiros – Aqueles que praticam as artes mágicas. Refere-se aqueles que criam e utilizam misturas químicas, de ervas, de raízes, de qualquer outros elementos com o objetivo de criar fórmulas para tudo: desde joanete até cura espiritual. Em outras palavras, esta sendo dito que bruxos, curandeiros, magia branca, magia negra, benzedeiras, macumbeiros, umbandistas e todos que seguem estes ensinamentos estão condenados ao inferno. Também é incluído neste ponto os viciados em drogas, que consomem estes produtos “mágicos” buscando viagens, visões, ilusões, fuga da realidade… E o pior é que inclui os que acham que são evangélicos e usam “óleos santos“, “rosas santificadas“, “águas bentas” e tantos outros amuletos esperando algum poder sobrenatural destes elementos.

2.2.7 Os Idólatras – Aqueles que se entregam à adoração de falsos deuses e falsos sistemas de crença. Nisto inclui-se os Católicos, os de religiões africanas, os Hindus, os Xamanistas, os Confucionistas e tantas outras religiões, bem como os que idolatram a natureza, os animais, os vegetais e ainda inclui os Cristãos que glorificam supostas cópias da arca da aliança, cópias do cajado de Moisés, frascos de óleos ungidos, rosas santificadas, sal, água do Jordão e tantos outros elementos idólatras que temos visto dentro do meio evangélico. A todos estes o destino será o Inferno.

2.2.8 Todos os Mentirosos - Aqueles que não vivem na verdade, mas preferem viver na mentira. Isto inclui todos que fingem possuir algum Dom do Espírito Santo só para impressionar os demais, que fingem receber toques de anjos, que fingem ver anjos, fingem ver estrelinhas de fogo, fingem ver folhas douradas se acenderem durante orações, fingem verem pétalas de rosas caindo do teto da Igreja… Todo fingimento de espiritualidade bem como toda forma de mentira será a condenação destes. Deus é A Verdade e ele declara claramente que o Diabo é o Pai da Mentira. (João 8:44)

Se você viu-se nessa lista dos que não entrarão, não se desespere, você ainda tem chance de mudar sua vida antes de chegar até O Portão do Céu. Você ainda poderá entrar no Céu, para tal eu convido você a crer em Jesus ainda hoje. Ele perdoará seus pecados e irá te preparar para um dia ir morar no nosso lar lá no Céu. Se você recusa-lo e rejeitar sua oferta, não há nada mais para você além das chamas do inferno eternamente. (João 3:16 e 17)

3. As Glórias da Cidade. (versículos 9 a 21)

Logo depois de nos contar como teremos a certeza de entrada na cidade Celestial, João agora compartilha alguns dos detalhes desse lugar maravilhoso chamado Céu, mas que eu acho melhor chamar de Casa.

3.1 Iluminação da cidade (versículos 11-14) – Aqui na Terra todas as cidades e casas requerem uma fonte de luz. A iluminação normalmente é dada por uma companhia de energia que vende tal facilidade aos seus consumidores. Desde os tempos mais remotos o ser humano criou fontes de iluminação para poder ver aonde o sol não chega. Se não fosse o sol, a lua e os sistemas de iluminação desenvolvido pelos homens, este mundo não seria nada além de um túmulo escuro. Já o Céu, por outro lado, é uma cidade brilhantemente iluminada pela glória de Deus. Imagine João olhando para um lugar resplandescente como o dia, fortemente iluminado e sem qualquer escuridão. Este é o Céu. A Iluminação de lá é a própria Glória de Deus que não deixará nenhum cantinho escuro. Mas não teremos que pagar conta de luz, pois Jesus já pagou e preparou para nós esta cidade bem iluminada.

João descreve a cidade como sendo uma “pedra de jaspe. A “pedra de Jaspe” é o que chamamos hoje em dia de diamante. A cidade será aparentemente como um grande diamante, uma vez que reflete e refrata a luz da glória de Deus. Imagine um mundo em que a Glória de Deus está em plena exibição! Pense no que aconteceu com o rosto de Moisés (Ex. 33:18-23), a iluminação será tanta que também resplandeceremos junto!

A cidade é cercada por um muro alto e brilhante (v. 12). Há doze portas neste muro, cada porta é atendida por um anjo (v. 12). A parede desta grande cidade repousa sobre doze fundamentos nomeado após os doze Apóstolos (v. 14). Entendamos ao que se refere o livro de Apocalipse quando fala dos Anjos. Logo no primeiro capítulo de Apocalipse (Apocalipse 1:20) está claro que os Anjos das Igrejas são seus Pastores, as Estrelas das Igrejas também são seus Pastores e as próprias Igrejas são os Castiçais de Ouro por dentre os quais Jesus caminha. Logo, quando fala que a cada uma das portas temos um anjo, está sendo dito que teremos Pastores que estarão ali não mais como evangelistas, mas sim como pastoreio mesmo (cuidado e recepção as ovelhas). Quando fala que o fundamento do muro é os doze Apóstolos, está falando que o fundamento é a Palavra de Deus transmitida a nós por intermédio dos Apóstolos. Isto significa que a Palavra de Deus (Bíblia) é o que define os limites da cidade, em outras palavras, está re-afirmando que quem não segue o que está na Bíblia está fadado a não poder estar nesta cidade. Que cidade maravilhosa, todos ali seremos irmãos e irmãs em Cristo! Só teremos ali quem realmente seguiu a Bíblia como única fonte de Fé e orientação de suas vidas! Aleluia!

3.2 As Dimensões da Cidade (versículos 15 e 16) – Um anjo com uma cana de ouro “vem para medir a cidade”. A cana era uma medida de cerca de 10 metros de comprimento, por isso esta aferição teria levado algum tempo para ser concluída. Somos informados de que a cidade é construída como um cubo, ou seja, todos os lados são de igual tamanho, altura, largura e profundidade são exatamente iguais. Também foi dito que esta cidade media “doze mil estádios” de cada lado. ”Doze mil estádios” se traduz em cerca de 2.250 quilômetros (isto era a medida de cada lado da cidade, imagine a dimensão de tal construção).

Esta cidade é surpreendente em seu tamanho! Se um dos extremos estivesse em Porto Alegre-RS, o final desta lateral estaria em Porto Seguro-BA, seguindo lateralmente de Porto Seguro-BA teríamos o final desta lateral já em Cuiabá-MT e uma outra lateral saindo de Cuiabá-MT se encontraria com a lateral que saisse de Porto Alegre-RS em ValParaíso no Chile. Essa é sem dúvidas uma grande cidade! É ainda mais surpreendente considerar que também na altura temos a mesma dimensão!

3.3 O muro da Cidade (versículo 17) - Esta cidade é cercada por uma muralha que mede 144 côvados (v. 17). Trata-se de 6.5 km. Isto poderia referir-se a altura, ou poderia se referir à espessura da parede.

Imagine uma cidade onde há espaço para todos, onde não existem guetos, sem ruas chiques e ruas humildes, sem lado perigoso da cidade. Imagine uma cidade de beleza absoluta e perfeição inigualável, uma cidade sem pecado. Se você puder ter o deslumbre de imaginar isso, então você pode imaginar como vai ser chegar em casa!

3.4 O Design da Cidade (versículos 18-21) -

Jaspe = Diamante

Nesses versículos seguintes, João descreve os materiais utilizados para construir a cidade. Ele nos diz que o muro é feito de um diamante e da cidade é feita de puro ouro transparente (v. 18).

Ele também nos diz que a cidade repousa sobre uma base que é feita com pedras preciosas. Um breve olhar sobre os detalhes desta fundação revela quão glorioso será.

Jaspe (diamante), Safira, Calcedônia, Esmeralda, Sardônica, Sárdio, Crisólito, Berilo, Topázio, Crisópraso, Jacinto e Ametista.

Safira

Estou certo de que estas pedras, de alguma forma, falam de Deus e Seu caráter. Nós não podemos compreender tudo o que elas

representam hoje, mas quando chegamos lá, “…então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” (1 Coríntios. 13:12).

Ametista

Imagine uma cidade que brilha com o brilho da glória de Deus. Imagine que luz pura que brilha através dos diamantes, do ouro e das pedras preciosas multicoloridas daquela cidade Celestial. Sem dúvidas será uma visão gloriosa de se ver!

As 12 portas da cidade são feitas de pérolas (v. 21). A pérola, como você sabe, se forma a partir da dor. Um grão de areia é aprisionado em uma ostra. Isso irrita a ostra e dai a ostra começa a construir camada sobre camada de cálcio em torno desse grão de areia.Depois de um longo tempo, uma pérola é formada através deste cálcio depositado.

Pérola

A pérola é a única gema preciosa que feita por um organismo vivo. A pérola é a resposta da ostra à sua dor. Dava para fazer um baita estudo sobre isto: “Qual é a nossa resposta à dor? A da ostra é formar uma pérola.”

Essas portas estão assim citadas para nos lembrar que, embora a salvação e o céu que ela proporciona é dada pela graça, não foi uma coisa barata! Tudo o que temos nasceu da dor de nosso Salvador na cruz do Calvário. Cada vez que entramos naquela cidade, seremos lembrados do preço que Ele pagou para redimir nossas almas. O Céu é a resposta de nosso Senhor Jesus para a dor da sua cruz!

Mesmo uma simples rua do Céu será gloriosa de se ver. Nós vamos caminhar em uma rua que é pavimentada com ouro puro. Que cidade aguarda os redimidos quando essa vida acabar. O ouro é o mais nobre dos metais, por este motivo podemos crer que a pavimentação de ouro é para ilustrar-nos que ali caminharão pessoas dignas de nobreza. Não por hierarquia humana, mas por santidade adquirida em Jesus.

4. Nossa vida na Cidade (versículos 21:22 a 22:05)

Ao depararmos com estes versículos restantes, ainda mais das maravilhas do céu serão exibidas para nós. Depois de vermos que Jesus é O Portão do Céu, depois de vermos quão maravilhosa é a estrutura da cidade, veremos nestes versículos algumas das coisas que serão comuns a nossa vida lá e algumas das coisas que não haverão lá. Vamos ver agora como será nossa vida!

4.1 A garantia de novas relações – Quando chegamos no Céu, o nosso relacionamento com Deus será alterada para sempre!

4.1.1 Local de adoração

Através do versículo de Apocalipse 21:22 vemos que uma nova interação existirá dentre nós e Deus. Hoje, nós nos reunimos para adorar o Senhor em salões de igrejas e templos construídos pelas mãos dos homens (prédios que errôneamente chamamos de Igrejas, já que Igreja é o corpo físico de todos os santos). Nós estamos separados de Deus por esta carne e pelo pecado. Chegamos diante de Deus através de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, que é o único Mediador entre Deus e os homens (1ºTimóteo 2:5).

Naquele dia, não haverá necessidade de templos e nem a necessidade deste mediador. Teremos acesso direto, cara a cara com o próprio Deus (Apocalipse 21:03). Que dia que vai ser este!

4.1.2. Haverá uma nova intimidade (Apocalipse 22:3b e 4)

Vamos ver Seu rosto. Seu Nome será escrito em nossas testas. Vamos servi-lO na perfeição da justiça e santidade. Nós não podemos fazer isso hoje! Muitas coisas existe entre nós e o Senhor. Muitas coisas dificultam o nosso serviço para Ele. Muitas coisas destruiram a nossa intimidade com Ele. Nenhuma dessas coisas vai estar lá para impedir-nos de dar glória a Deus! Vamos desfrutar de perfeita intimidade com nosso Pai, nosso Salvador e com o Espírito Santo.

Aliás isto é interessante de se comparar, no Gênesis vemos que Adão e Eva viam a Deus face a face antes da queda, finalmente os seres humanos poderão, enfim, voltar a este estado de maravilha! Também poderemos finalmente conhecer a Deus pelo Seu Nome. Hoje em dia não sabemos qual é o Nome de Deus, sabemos que Ele não autorizou-nos a pronunciar Seu Santo Nome por nossos pecados desde a queda de Adão e Eva. Nossa relação com Ele se dá através da palavra Deus (em Português), God (em Inglês), Jeová (em Hebraico), Dio (em Italiano)… mas na verdade só saberemos o Nome de Deus quando chegarmos ao Céu (Êxodo 3:13 e 14).

4.2 A Garantia de uma nova realidade – Não só o nosso relacionamento com o Senhor será alterado, muitas das coisas que temos neste mundo deixarão de existir ou mudarão.

4.2.1 A Glória da cidade (21,22-23; 22:05)

Nós já comentamos sobre isso, mas somos lembrados aqui de que o céu será preenchido com a glória de Deus. O mesmo Deus que estava na escuridão absoluta e disse: “Haja luz” vai encher nossa casa com o seu brilho e glória. Isto significa que não haverá mais escuridão, não haverão sombras. Esta realidade hoje deixará de fazer sentido, tudo será descoberto, nada ficará encoberto para nossos olhos.

4.2.2. As portas que não se fecham (21:24-26)

As portas de pérolas nunca serão fechadas. As nações do salvos por Jesus vão poder entrar e sair da Nova Jerusalém para andar pelo resto do Céu.

Aparentemente, depois que o novo Céu e a nova Terra forem estabelecidos e o pecado for finalmente eliminado, os seres humanos santificados habitarão a Nova Terra e viverão como Deus havia-nos destinado a viver. Vai ser incrível o momento em que os homens, e os anjos estiverem em fim juntos glorificando a Deus naquela cidade.

4.2.3 Os Pontos Turísticos (22:1-3)

Assim como hoje, aqui na Terra, as cidades tem seus grandes pontos turísticos, vemos nestes versículos a revelação de alguns dos pontos turísticos da cidade que eu prefiro chamar de Casa. Esses pontos estão aqui para revelar a grandeza da nossa pátria celestial.

4.2.3.a O Rio (22:01)

Um puro e cristalino rio flui do trono de Deus. O trono é a fonte de vida e o rio que flui a partir dele é simbólico do tipo de vida que proporciona. Este rio simboliza a vida que flui de Deus para todos os cidadãos que morarem em nossa Casa. Essa cidade celeste é um lugar de paz, de prosperidade e de lazer.

Este rio é cheio de “água da vida”. Lembra de lá no Poço de Jacó quando Jesus encontrou-se com a Mulher Samaritana (João 4:10-14)? Pois é! Era sobre esta água da vida que Jesus estava falando ali! Este rio é símbolo do fluxo incessante de Vida Eterna dada a todos aqueles que aceitaram a Jesus como único Salvador.

4.2.3.b A Árvore da Vida (22:02)

Na Nova Jerusalém o homem terá novamente o acesso à “Árvore da Vida”. Quando Adão pecou no Éden, ele foi removido daquele lugar para não comer o fruto da Árvore da Vida e assim viver para sempre em sua condição caída (Gênesis 3:22-24). No Céu, o acesso à Árvore da Vida será restaurado.

Esta árvore surpreendente produz o seu fruto precioso a cada mês do ano. Ele tem doze tipos de frutos durante todo o ano. Isto lembra-nos que o céu será um lugar de abundância. Sabemos que desde a queda de Adão, a obtenção de alimentos tem sido sempre uma das principais ocupações do homem. No céu, a Árvore da Vida vai ter sempre os seus frutos, não precisaremos plantar e colher.

Este versículo tem em sua parte final algo bem interessante quando fala que as folhas da Árvore da Vida serão usadas “para a saúde das nações”. Isso não significa que as pessoas naquele lugar vão ficar doentes! Está bem claro em Apocalipse 21:04, que Deus limpará de nossos olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

A palavra traduzida como “saúde” em português, é na verdade uma palavra que nos dá o sentido da palavra “terapêutica”. Esta palavra literalmente significa “serviço prestado aos outros”. Em outras palavras, as folhas das árvores vão servir para melhorar a nossa vida na eternidade. Eles farão da nossa vida algo mais agradável, se não fosse o bastante estar em casa, na presença de nosso Grande Amigo – Jesus – podendo ver a Deus face-a-face, sabendo o Nome de Deus, podendo viver em paz e harmonia com nossos irmãos e irmãs em Cristo, podendo aproveitar desta maravilhosa cidade, Deus ainda complementa-nos com mais esta maravilha. Que Deus fenomenal é o nosso Deus! Que Deus maravilhoso! Temos um Deus que cuida de cada um dos pequenos detalhes para que nossa Vida Eterna seja incontestávelmente tão perfeita que falta-nos palavras para descrever!

4.3 O fim de toda Maldição (22:3)

Não haverá mais “maldição”. Quando o homem pecou, a terra foi amaldiçoada e o homem foi obrigado a plantar e colher seu alimento com o suor de sua testa. Parte da maldição também era a presença de ervas daninhas e espinhos que fazem do trabalho do homem algo mais difícil. A maldição trouxe-nos a doença, a violência, o caos e a morte (Gênesis 3-9). Na eternidade, essa maldição será removida. A vida do homem será restaurada para o perfeito estado em que estava antes do pecado entrar. Não haverá ervas daninhas, espinhos, doenças, violências, guerras, caos e mortes!

4:4 Acabou a Noite! (22:05)

Isto é uma baita novidade para a vida do ser humano. A escuridão que assombra o mundo será banida por lá. Não haverá mais horas de escuridão. Ninguém vai precisar acender uma vela, lanterna ou lâmpada para não tropeçar. Não haverá qualquer tipo de escuridão. No céu não há treva, seja ela física ou espiritual.

5. A Garantia da Justiça (versículo 21:27)

Neste mundo perfeito não haverá nada que possa contaminá-lo. Nada de ruim será permitido dentro dos portões. Não haverá nenhum pecado, nenhuma artimanha de Satanás e não existirão pecadores. Somente aqueles que foram lavados e justificados no sangue de Jesus. Deus não permitirá que qualquer injustiça entre no Céu. Só esta certeza de que tudo ali será verdade faz valer a pena ir para o Céu! Quantas vezes vemos injustiças ocorrendo em todo canto? São crianças abandonadas, idosos passando fome, pessoas perdendo tudo para ganancioso capitalistas, tribunais e polícia corrupta que deturpam o sentido da palavra justiça para algo que mais se parece com: quem paga mais, leis que não prendem um político corrupto mas que condenam um pobre coitado que foi confundido com um ladrão de galinha a passar 10 anos na cadeia. São tantas injustiças que vemos na Terra, que só a certeza absoluta de que na nossa Casa haverá a Verdadeira Justiça já faz com que tudo seja maravilhoso.

Conclusão:

Eu gostaria de poder descrever esse lugar chamado Céu e dar a descrição que ele merece. Infelizmente, não possuo o vocabulário, a inteligência ou a percepção para fazer isso de forma completa. Mas, pelo que eu sei sobre esse lugar, tenho a certeza de que é o lugar que eu quero passar a eternidade. Mesmo que a descrição no Apocalipse não existisse, eu iria adorar ir para este lugar por um simples fato: é lá que está Jesus Cristo que me amou mesmo eu sendo um pecador, que me salvou mesmo eu não merecendo, que me deu uma nova chance mesmo sabendo que eu poderia errar novamente. Este amigo sem igual está lá, e por isto eu quero ir prá lá!

E você? Você pode ir também, se você conhece Jesus, você já sabe qual é o caminho. Ele hoje te espera! Ore a Ele, e renove o seu compromisso de viver para Ele até que Ele venha levá-lo para o lugar que alguns chamam de Paraíso, outros falam que é algum lugar além dos céus, outros mais chamam de Céu, mas eu chamo de casa.

Igreja de Cristo, eu estou ansioso para ir para casa! E você?

Maranata!

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Assembléia da Aliança Batista Mundial


Novo presidente Pr. John Upton

No Domingo passado (dia 1º de Agosto de 2010) encerrou-se no Centro de Convenções do Hawaii em Honolulu, a 20ª Assembléia da Aliança Batista Mundial que congrega os Batistas de todo o planeta.

Esta Assembléia começou no dia 28 de Julho de 2010 e tem sua realização marcada para cada 5 anos, sendo que a anterior havia ocorrido em Birmingham na Inglaterra em 2005 e o próximo ficou definido para que ocorra na cidade de Durban na África do Sul em 2015.

A Aliança Batista Mundial não é um órgão diretivo dos Batistas, ao contrário, ela é uma instituição de serviços para todas as Igrejas Batistas. A eleição da diretoria é por voto direto dos representantes das Convenções afiliadas e o novo presidente é o americano Pr. John Upton, que atualmente é o diretor executivo da Baptist General Association of Virginia (Associação Batista Geral da Virgínia) e da Virginia Baptist Mission Board (Junta Batista de Missões da Virgínia).

Secretário Geral - Pr. Neville Callam

Upton será o presidente da organização entre 2010 e 2015 e sucederá neste cargo o inglês David Coffey que estava no cargo desde 2005.

Após o anúncio da escolha, o diretor executivo da BWA, Neville Callam, expressou todo o seu apoio a Upton:

“Deus preparou John para esta posição, quando dirigiu os batistas da Virgínia desde 2001, período no qual os batistas da Virgínia estiveram na vanguarda do testemunho cristão e das missões”.

Com o tema: “Ouça ao Espírito” esta Assembléia foi marcada desde sua abertura por claras declarações de que nós Batistas não queremos nos contaminar com o Mundo, aceitando ventos estranhos e orgulhos humanos que nos impeçam de fazer tudo exatamente como o Espírito Santo nos dirige.

Ex Presidente David Coffey

No discurso de abertura, o então presidente David Coffey declarou:

Desde o seu nascimento virginal até o seu ministério poderoso de ensino, pregação, cura e perfeita obediência ao desígnio de Deus, o Espírito Santo repousava sobre Jesus Cristo… O Espírito Santo foi essencial para o nascimento, a identidade e a missão do ministério de Jesus, então, por que é que tantas igrejas optam por ir sozinhas?

Ele ainda completou com:

A essência do ministério do Espírito Santo é trazer a presença de Cristo ao seu povo. Seu propósito é que Jesus seja conhecido, amado, respeitado e glorificado… O Espírito de Deus chama-nos a atenção para o Filho de Deus, exaltando a Cristo e tornando-Lhe conhecido. Para ser o povo de Deus, como Ele nos chamou para ser, os Batistas devem sempre continuar a ser capaz de testemunhar o Espírito Santo que vive dentro de nós. Se os Batistas optarem por seguir os seus próprios métodos e tempos ao invés de seguir a Deus, nós não conseguiremos seguir nem os passos dos nossos antepassados. Lembrem-se do exemplo dos primeiros batistas Ingleses John Smyth e Thomas Helwys, da missionária Lottie Moon e do líder dos direitos civis Martin Luther King Jr.

Amigos, o povo de Deus nunca será um povo pequeno. O mundo pode nos desprezar e nos odiar.O mundo pode nos perseguir e quer nos destruir. O mundo pode tentar, mas não poderá nos vencer. Porque  a verdade é que o mundo vai deixar o campo de batalha derrotado e as pessoas que estarão em pé serão aqueles que puderem exclamar:” O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu. “

Pr. Karl Johnson

O líder da União Batista Jamaicana, Karl Johnson, ressaltou um importante ponto da realidade atual do Mundo em que vivemos, ele afirmou:

Pregação deve ser um negócio perigoso, porque os pregadores fiéis se atrevem a emitir a mensagem de Deus, independentemente das conseqüências. Temos que estar firmes no nome de Jesus Cristo e isto será sempre uma tensão contra um mundo que está de cabeça para baixo sobre as questões espirituais. Qualquer que seja a fonte de tensão contra nós, vamos permanecer firmes na convicção de que estamos aqui para ir aonde Deus nos enviar, fazer o que Deus nos convida fazer e dizer o que Deus diz-nos a dizer.

Os Batistas receberam como novos afiliados duas convenções nacionais de países que ainda estavam sem representantes na Aliança, e também a 18ª Convenção Batista dos Estados Unidos.

África

Os novatos são: a Baptist Fellowship of Zambia (BFZ – Comunidade Batista da Zâmbia) e a Baptist Churches in Vietnam (BCV – Igrejas Batistas do Vietnã). Criada em 1995 a Comunidade Batista da Zâmbia já possui 1500 igrejas e até o final de 2011 chegará a 2000 igrejas naquele sofrido país africano, já a Igrejas Batistas do Vietnã conta com mais de 30.000 membros naquele país asiático.

A terceira nova afiliada é a District of Columbia Baptist Convention (DCBC – Convenção Batista do Distrito de Columbia) se tornando a 18ª Convenção Batista dos Estados Unidos a se filiar à Aliança Batista Mundial.

Aqui no Brasil as duas maiores Convenções Batistas são afiliadas à Aliança Batista Mundial. A Convenção Batista Brasileira está na Aliança Batista Mundial desde a fundação desta entidade mundial e a Convenção Batista Nacional está na Aliança Batista Mundial desde que se organizou na década de 70-80 do século passado. Aqui no Brasil somos felizes por termos unidade na diversidade. mais de 90% das Igrejas Batistas em território pátrio são parte da Aliança Batista Mundial, mesmo tendo nossas diferenças conseguimos manter a unidade no Espírito Santo, submetendo-nos exclusivamente a autoridade máxima de nossas igrejas que é Jesus Cristo.

Ásia

Em todo o mundo somos agora 219 países representados por suas convenções nacionais e a representatividade de mais de 170.ooo.000 de membros de nossas igrejas e mais de 500.000.000 de pessoas atingidas diretamente pela atuação do Espírito Santo através de nós.

Américas

Louvor e Adoração na Abertura da Assembléia em 28 de Julho

Grupo de Dança na Abertura da Assembléia

Louvor e Danças Havaianas

Coral Infantil da Coréia do Sul

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Porque Apologética Cristã?

Leia o que Paulo escreveu:


"...mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já dissemos a vocês, agora de novo também falamos. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema."
(Gálatas 1:7-9)

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